Polícia descobre identidade verdadeira de ladrões de carga presos em Colombo

Autor: Da Redação,
sábado, 07/03/2009

Eram falsos os documentos apresentados por dois dos três suspeitos presos na manhã de quinta-feira (5), por roubar uma carga de cigarros. A Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas levantou que Edroaldo dos Santos e Pedro Paulo Rangel de Souza são, na verdade Valcir da Cunha, 28 anos, Wallace Ribas Correia, 29. A polícia também apurou que o terceiro detido, que se identificou verbalmente como Anderson da Silva Júnior é Antônio Olegário da Silva Junior, 28.

Usar identidade falsa é uma tática usada pelos marginais para tentar se livrar do flagrante e dificultar os trabalhos da polícia. O rápido levantamento e Esclarecemos a verdadeira identidade e a vida pregressa de todos, explicou o delegado Marcos Michelotto. As pessoas que tiveram seus documentos usados indevidamente devem entrar em contato com a delegacia, pelo telefone (41) 3365-3748 ou ir até a Rua Professora Antonia Reginato Vianna, 1.177, Capão da Imbuia, em Curitiba.

Os três têm passagens pela polícia e são foragidos da Justiça. Valcir responde processos por roubo, receptação e estelionato, em Curitiba. Contra ele há um mandado de prisão pela Vara Criminal de Campina Grande do Sul. Wallace responde a processos criminais e tem contra si mandado de prisão expedido pela Vara de Execuções Penais, por condenação por roubo, proferida pela 11.ª Vara Criminal de Curitiba. Antônio, condenado por roubo, responde processo pela 8.ª Vara Criminal, e também estava foragido.

CIGARROS - O trio foi surpreendido por policiais da DEDC, quando descarregava uma carga de cigarros roubada em Itajaí (SC), na Vila Zumbi do Palmares, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba. No momento da prisão houve reação e tentativa de fuga. Antônio foi baleado no braço, sem gravidade, e se rendeu junto com seus companheiros. Segundo a polícia, eles fazem parte de uma quadrilha especializada no roubo de cargas. Investigação iniciada há três meses já tinha identificado o grupo que estava sendo acompanhado desde o ataque ao depósito de cigarros de onde levaram em uma van, 45 caixas do produto avaliada em R$ 70 mil.

O setor de inteligência vai aprofundar as investigações para descobrir o restante da quadrilha. A partir das fichas dos presos ficou claro que eles fazem parte de um grupo bem maior, avaliou o delgado Michelotto. Aos processos que já respondiam serão somados a autuação em flagrante for roubo, formação de quadrilha e resistência à prisão.