Medidas contra contágio da nova gripe são implantadas em presídios

Autor: Da Redação,
terça-feira, 14/07/2009

A Secretaria da Justiça e da Cidadania e a Secretaria da Criança e da Juventude tomaram medidas preventivas com relação aos procedimentos a serem adotados em casos suspeitos ou confirmados de Influenza A (H1N1), nas penitenciárias e nos Centros de Socioeducação do Paraná. As duas secretarias foram orientadas pela Secretaria da Saúde e as medidas estão em conformidade com as exigências da Vigilância Sanitária Estadual.

O secretário da Justiça, Jair Ramos Braga, acompanhado de sua equipe, continua, nesta semana, as visitas aos presídios paranaenses para orientar, pessoalmente, sobre as medidas de prevenção contra a Influenza A.

Ainda não ocorreu nenhum caso suspeito da nova gripe em internos de penitenciárias ou de centros de socioeducação. Entretanto, devido ao aumento no número de pacientes em todo o Brasil, ações preventivas e de caráter emergencial são fundamentais para evitar novos casos, principalmente em locais de grande concentração de pessoas. As ações das Secretarias envolvem funcionários, internos e visitantes, assim como os que passaram para o regime aberto.

VIGILÂNCIA - Foi estabelecido rigoroso sistema de vigilância epidemiológica em todas as unidades de privação de liberdade no Paraná. Serão considerados casos suspeitos da gripe H1N1 todos que tiverem febre superior a 38ºC, acompanhada de tosse ou dor de garganta. Também podem aparecer sintomas como dor de cabeça, dor de ouvido, dor muscular e dificuldade respiratória. Tais casos, porém, devem estar vinculados à viagem, no prazo anterior a no máximo sete dias, para áreas afetadas pela doença ou contato com pessoas que estiveram nestas localidades ou que são suspeitas de estarem com a a gripe H1N1.

No caso de aparecimento de casos suspeitos, os internos serão isolados. A pessoa terá que usar máscaras e passar por todos os procedimentos médicos para avaliação clínica, coleta de material para exame laboratorial e notificação da Secretaria Municipal de Saúde. Se o caso suspeito recebeu visitas dois dias antes do aparecimento dos sintomas da doença, a Secretaria Municipal de Saúde deverá estender as medidas de prevenção e controle ao domicílio dos familiares.

Internos que cumpriram a pena devem passar por avaliação clínica antes de deixar a unidade. O objetivo é detectar sinais e sintomas compatíveis com doença respiratória aguda. Os casos suspeitos devem ser encaminhados ao serviço de saúde. As situações de transferência entre unidades também devem passar por avaliação. Caso exista algum caso suspeito, a transferência deve ser adiada.

VISITANTES - Com relação às visitas de familiares, as unidades deverão manter um técnico responsável pela recepção e triagem. Todos os visitantes serão entrevistados. O objetivo é identificar pessoas que apresentem algum tipo de sintoma da gripe H1N1 e possam ser considerados casos suspeitos, eliminando a possibilidade de que pessoas com o vírus se aproximem dos presidiários ou adolescentes internos. Os casos suspeitos devem ser encaminhados para atendimento médico. O mesmo procedimento serve para os egressos do sistema penitenciário.

Os casos suspeitos da doença verificados entre funcionários também devem seguir as orientações para avaliação clínica e afastamento das atividades. O afastamento também será válido para todas as pessoas que tiveram contato com o caso suspeito, sejam elas outros funcionários, adolescentes ou adultos presos. Profissionais que atuam em áreas com casos da gripe H1N1 ou que tenham entrado em contato com casos suspeitos ou confirmados também devem se manter isolados em suas residências.