Ataque deixa 18 mortos em Ancara, capital turca

Autor: Da Redação,
quarta-feira, 17/02/2016

SÃO PAULOS, SP (FOLHAPRESS) - Um ataque a bomba deixou nesta quarta-feira (17) ao menos 18 mortos e 45 feridos em Ancara, de acordo com o governador da capital turca, Mehmet Kiliclar.
Posteriormente, o ministro da Saúde turco, Mehmet Muezzinoglu, afirmou que seriam 20 ou 21 mortos e 61 feridos. Ainda não foi possível saber por que há diferença nos números.
Há suspeitas de que a explosão tenha sido causada por um carro-bomba, segundo o governador de Ancara.
De acordo com a NTV, rede de TV privada, a explosão aconteceu durante a hora do rush perto de uma área de quartéis-generais e do Parlamento.
Ao que tudo indica, disse o governador, a bomba teve como alvo um comboio de ônibus que transportava militares.
Imagens de TV mostraram vários carros em chamas. Dezenas de ambulâncias foram enviadas ao local.
À agência de notícias Associated Press, a polícia afirmou que investiga a causa da explosão.
Rebeldes curdos, a facção terrorista Estado Islâmico (EI) e grupos de extrema esquerda recentemente lançaram ataques no país.
Em outubro, atentados suicidas durante um comício pacifista deixaram mais de cem mortos em Ancara, no ataque mais mortífero a atingir a Turquia em anos. Suspeita-se que o EI tenha sido o responsável pela ação.
A explosão desta quarta aconteceu em um momento de tensão para o governo turco, que enfrenta uma série de desafios.
Desde dezembro, as forças de segurança turcas estão engajadas em operações em larga escala contra militantes curdos no sudeste do país, impondo controversos toques de recolher em áreas sensíveis. Os confrontos desalojaram dezenas de milhares de civis.
A Turquia também tem auxiliado em esforços liderados pelos EUA para combater o EI na Síria.
Recentes bombardeios das forças russas e sírias fizeram dezenas de milhares de refugiados sírios se dirigem para a fronteira turca.
A Turquia, que já abriga 2,5 milhões de refugiados sírios, tem enviado ajuda para campos do lado sírio da fronteira, mas vem rejeitando receber essa nova leva de desalojados apesar de pressão da ONU e de países europeus.
Por sua proximidade com o conflito, a Turquia também tem sido alvo dos esforços da União Europeia de parar o maior fluxo de refugiados a atingir a Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Centenas, às vezes milhares, de refugiados deixam a Turquia à noite para cruzar o mar em direção à Grécia.