Alemanha diz que retomar relação com Irã levará tempo; veja outras reações

Autor: Da Redação,
domingo, 17/01/2016

SÃO PAULO. SP (FOLHAPRESS) - O ministro de Economia da Alemanha disse neste domingo (16) que a retomada das relações comerciais e financeiras com o Irã levará tempo.
O país persa deixou a posição de isolamento econômico no sábado (16) com a revogação das sanções econômicas impostas pelos EUA e países da União Europeia. A retirada das medidas restritivas foi resultado do cumprimento, por parte de Teerã, de seus compromissos dentro do acordo nuclear fechado em julho passado.
O ministro Sigmar Gabriel, que também é vice-chanceler, disse em comunicado que a medida dá a chance de abrir um novo capítulo nas relações bilaterais com Teerã, mas alertou que a retomada é um processo de longo prazo.
Gabriel planeja liderar uma reunião de uma comissão binacional em Teerã, em maio, para debater os próximos passos.
Veja outras reações ao anúncio do fim das sanções ao Irã:
ONU
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, elogiou neste domingo não somente o fim das sanções contra a economia iraniana mas também a troca de prisioneiros entre Teerã e Washington, anunciada horas antes.
Ele afirmou que os dois países devem agora cooperar em outros temas em prol de um "futuro mais seguro". "Eu elogio as ações dos governos de ambos os países para melhorar as relações. Eu também estou tocado pelo fim das sanções contra o Irã", disse Ban, durante visita a Dubai.
"Agora é o momento de de pressionar por cooperação através do diálogo em outros temas importantes e desafiadores, que deve continuar para encontrar um caminho para um futuro mais seguro."
TURQUIA
O Ministério de Relações Exteriores da Turquia pediu, em comunicado, que todas as partes envolvidas no acordo trabalham pela restauração da segurança e da estabilidade na região.
O governo turco foi um dos grandes defensores do acordo diplomático como única resolução possível para o impasse sobre o programa nuclear iraniano, afirma o comunicado. Agora, segue o texto, Ancara espera que os termos do acordo sejam postos em prática com transparência, sob a supervisão da AIEA, a agência de energia atômica da ONU.
"Colocamos forte ênfase em que todas as partes exerçam um comportamento responsável que não fomente a divisão, para a restauração da segurança e da estabilidade", diz o texto.
IRAQUE
O porta-voz do governo iraquiano, Saad al-Hadithi, afirmou neste domingo que o acordo entre Irã e as potências vai impulsionar a resolução de diversos conflitos no Oriente Médio.
O governo liderado pelos xiitas é aliado próximo de Teerã, que deu ajuda militar para o país combater as tropas do grupo radical Estado Islâmico.
ISRAEL
O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou que o país vai monitorar de perto o Irã para garantir que o país não está violando seus compromissos no acordo nuclear.
Netanyahu foi o maior crítico do acordo, que já classificara de erro histórico.
Em discurso durante a reunião semanal de seu gabinete, Netanyahu disse que a política israelense continua inalterada: impedir que o Irã consiga uma arma nuclear. Ele repetiu ainda seu argumento de que o fim das sanções econômicas fortalece o país persa e leva à maior instabilidade na região.
"O que está claro é que o Irã agora tem mais recursos para dedicar ao terrorismo e à agressão na região e no mundo. Israel está preparado para lidar com qualquer ameaça", disse o premiê.