Dunga reestreia pela seleção no país onde voltou a ser titular como volante

Autor: Da Redação,
terça-feira, 02/09/2014

MIAMI, EUA - Dunga fará sua reestreia como técnico da seleção brasileira no país onde voltou a ser titular como volante da mesma seleção.

Os EUA serão palco para Brasil e Colômbia, na sexta (5), em Miami, e quatro dias depois, dia 9, Nova Jersey recebe o jogo entre brasileiros e equatorianos. São os primeiros amistosos da nova era Dunga -os jogadores chegaram nesta segunda (1º) a Miami.

Em 6 de junho de 1993, também nos EUA, Dunga recuperava o posto perdido três anos antes na fracassada campanha da Copa da Itália.

Pouco mais de um ano depois, em Los Angeles, levantaria a taça de campeão do mundo após a vitória sobre a Itália na decisão do Mundial.

"Acho que foi o ressurgimento da seleção brasileira [nos EUA]", disse à reportagem Mauro Silva, parceiro de Dunga na seleção campeã em 1994 e que estará nos amistosos de agora como auxiliar técnico pontual (jogadores campeões acompanharão Dunga em algumas partidas).

A eliminação para a Argentina nas oitavas da Copa de 1990, a pior em Mundiais desde 1966, ficou conhecida de maneira pejorativa como a era Dunga porque o time de Sebastião Lazaroni praticava um futebol mais combativo, característica do volante.

A redenção de Dunga demorou três anos. Então no Pescara (ITA), ele participou do jogo desde o início naquele 6 de junho, nos 2 a 0 sobre os EUA, em New Haven. Seriam mais dois jogos pela US Cup: 3 a 3 contra a Alemanha e 1 a 1 ante a Inglaterra.

Foi Parreira quem resgatou Dunga para a seleção.

Ao substituir Paulo Roberto Falcão, que sucedera Lazaroni apostando na renovação, que não emplacou, Parreira deu chance a Dunga em maio de 1992, mas num jogo festivo contra o Milan (ITA).

Parreira queria testar a opinião pública sobre o retorno de Dunga, ainda marcado pela derrota na Copa da Itália.

Não houve chiadeira da imprensa, mas mesmo assim demorou quase um ano para Dunga voltar definitivamente. Primeiro como reserva, em um jogo amistoso contra a Argentina. Depois como titular nos jogos citados da US Cup.

Mesmo após Dunga jogar bem nas três partidas em solo americano, Parreira tinha dúvidas entre um meio de campo menos combativo, com Mauro Silva e Luís Henrique, jogador que ganhou projeção no Bahia e que atuava pelo Monaco (FRA), ou mais marcador, com Dunga.

Dois tropeços nas Eliminatórias para 1994, uma delas a primeira derrota na história do classificatório, 2 a 0 para a Bolívia em La Paz, acabaram com as dúvidas e Dunga definitivamente ganhou a vaga ao lado de Mauro Silva.

"Nos entrosamos rapidamente. Foi incrível porque nunca tínhamos jogado juntos", lembrou Mauro Silva.

Pouco mais de quatro anos depois de ver do banco de reservas o Brasil cair para a Holanda nas quartas da Copa da África do Sul, a tentativa de redenção, desta vez como treinador, começará não em New Haven, mas em Miami.