JBS tem lucro líquido de R$ 572,7 milhões no 3º trimestre, queda de 85,7% em um ano

Autor: Vinicius Galera (via Agência Estado),
terça-feira, 14/11/2023

A JBS obteve lucro líquido de R$ 572,7 milhões no terceiro trimestre do ano, queda de 85,7% ante o mesmo período de 2022, quando a companhia alcançou R$ 4,014 bilhões. A receita líquida no terceiro trimestre de 2023 foi de R$ 91,4 bilhões, recuo de 7,6% ante o mesmo período do ano passado, quando a receita líquida alcançou R$ 98,9 bilhões. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado foi de R$ 5,4 bilhões, queda de 43,3% ante o terceiro trimestre de 2022, que havia sido de R$ 9,5 bilhões. A margem do Ebitda ajustada foi de 5,9%, queda de 3,7 pontos porcentuais ante o terceiro trimestre de 2022. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (13), após o fechamento do mercado. O CEO global da companhia, Gilberto Tomazoni, disse que houve um ajuste na demanda global em relação ao que os mercados projetavam no terceiro trimestre de 2022. Segundo ele, nesta época do ano passado o mercado, principalmente nos Estados Unidos, estava bastante aquecido. "Vínhamos num momento de demanda muito forte, ainda com restrição de mão de obra para poder atendê-la e uma disponibilidade grande de animais", disse. Isso fez com que a indústria se preparasse para atender uma demanda contínua, o que não ocorreu. A demanda na verdade não está tão forte, principalmente nas exportações; os preços estão reprimidos e o que estamos vendo é um ano de ajuste entre a oferta e a demanda", afirmou. Gilberto Tomazoni vê resultados melhores para a empresa partir do quarto trimestre. "Nossos resultados estão melhorando tanto em margem quanto em geração de caixa", afirmou o executivo ao

Estadão/Broadcast

. Segundo Tomazoni, apesar do ciclo considerado por ele desafiador nos Estados Unidos, com menor oferta de carne, a plataforma diversificada no fornecimento da empresa deve compensar, especialmente as operações na Austrália e no Brasil. O CEO da JBS ainda disse que, apesar das condições macroeconômicas no mundo, como o aumento das taxas de juros e da inflação em diversos países, além da desaceleração do PIB, a empresa está bastante concentrada na operação. "Estamos focados naquilo que controlamos: operar direito é o grande foco da nossa companhia", disse. "Independentemente das condições de mercado, queremos performar no todo."