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CRIME

Metanol, soda cáustica e chumbinho: mulher e amante viram réus por matar empresário em SC

Ministério Público afirma que a dupla envenenou a vítima progressivamente para ficar com o patrimônio da vítima

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Empresário Pedro Rodrigues Alves, de 54 anos, morreu em Videira (SC)

A mulher suspeita de assassinar o próprio marido com uma combinação letal de metanol, soda cáustica e veneno clandestino para ratos virou ré por homicídio qualificado na manhã desta terça-feira (19), em Santa Catarina. Ela e o amante responderão pela morte do empresário Pedro Rodrigues Alves, de 54 anos, dono de uma funerária no município de Videira. O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) solicitou que a dupla, que já está presa preventivamente, pague uma indenização de R$ 100 mil por danos morais aos filhos da vítima. As defesas dos acusados ainda não se manifestaram publicamente sobre as acusações.

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As investigações da Polícia Civil revelaram um plano de envenenamento progressivo, motivado pelo desejo dos réus de viverem juntos e usufruírem do patrimônio do empresário. Eles mantinham um relacionamento extraconjugal há mais de um ano. A denúncia do Ministério Público detalha que a sequência criminosa teve início em janeiro deste ano, quando a esposa passou a misturar metanol na cerveja do marido e a diluir soda cáustica nos medicamentos que ele consumia. Como a vítima resistiu às primeiras dosagens das substâncias, a mulher adicionou chumbinho à comida do empresário na noite de 4 de fevereiro.

Horas após ingerir o veneno para ratos, cuja venda é estritamente proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Pedro começou a passar mal e buscou atendimento médico. Ele precisou ser internado no dia seguinte e logo foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Salvatoriano Divino Salvador, vindo a falecer no dia 15 de fevereiro. Um exame toxicológico confirmou a presença de compostos químicos característicos do chumbinho, como carbamato e organofosforado, atestando a intoxicação severa.

Além do homicídio, o inquérito policial aponta que a dupla tentou apagar diversos vestígios físicos e digitais para simular que o empresário havia morrido de causas naturais. A trama envolveu também a participação indireta de um funcionário do hospital. Segundo a apuração, a suspeita realizou transferências financeiras a um enfermeiro da UTI para obter informações privilegiadas sobre a evolução do quadro de saúde do marido enquanto ele estava internado. O profissional de saúde atualmente responde a um processo administrativo por violação de normas internas da unidade e do código de ética da categoria.

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A defesa do réu informou que será demonstrado no processo que a denúncia do Ministério Público não corresponde à realidade total dos fatos. "A defesa confia no devido processo legal e pede que a sociedade aguarde a instrução criminal e o julgamento justo antes de qualquer condenação antecipada", diz o defensor do homem. A defensa da mulher presa não se pronunciou. 

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