Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

Dólar sobe e atinge R$ 5,52 com cautela diante de tensão geopolítica -

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O dólar ganhou força no mercado local ao longo da tarde desta sexta, 20, e fechou em alta de 0,44%, cotado a R$ 5,5249, após atingir a máxima de R$ 5,5274. A desvalorização do real ocorreu em meio ao fortalecimento da moeda americana no exterior em relação a divisas emergentes e de países exportadores de commodities, especialmente o peso mexicano. Apesar da alta de hoje, o dólar encerra a semana com perdas de 0,30%, o que leva a desvalorização acumulada em junho a 3,40%.

Os operadores não identificaram um gatilho específico para a alta do dólar nesta sexta-feira, mas mencionaram ajustes após o rali recente do real e uma postura mais defensiva por parte dos investidores na véspera do fim de semana. Há temores de escalada do conflito entre Irã e Israel, que trocaram acusações em reunião com o Conselho de Segurança da ONU. A Casa Branca informou, pela manhã, que Donald Trump tomará uma decisão sobre o envolvimento dos EUA nas "próximas duas semanas", informação reiterada pelo presidente americano à tarde. "Não podemos deixar o Irã ter arma nuclear", afirmou Trump.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

De volta do feriado no Brasil (Corpus Christi) e nos Estados Unidos (Juneteenth), a liquidez foi bastante reduzida, o que deixou a formação da taxa de câmbio mais sujeita a operações pontuais. Principal termômetro do apetite por negócios, o contrato de dólar futuro para julho teve movimento bem abaixo da média para sextas-feiras.

"Estamos vendo um pequeno ajuste para cima do dólar, com aumento da aversão ao risco devido às questões geopolíticas", afirma a economista-chefe do Ouribank, Cristiane Quartaroli, ressaltando que o real chegou a se apreciar mais cedo, refletindo o aumento do diferencial entre juros interno e externo, após o Comitê de Política Monetária (Copom) elevar a taxa Selic de 14,75% para 15% na última quarta-feira, 18.

De fato, o dólar à vista abriu em queda firme, com mínima nos primeiros negócios de R$ 5,4696, mas foi reduzindo as perdas ao longo da manhã até inverter o sinal no começo da tarde. Apesar da queda de hoje, o real se mantém bem posicionado, dizem analistas. A promessa do Copom de manter a taxa Selic elevada por um período prolongado estimula as operações de carry trade e encarece o carregamento de posições em dólar, afirmam analistas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"O Copom ressaltou que não hesitará em retomar o ciclo de alta caso o cenário se deteriore. Além disso, destacou que a política monetária deve permanecer contracionista por um período prolongado. Nesse ambiente, o real teve uma performance na semana melhor do que a média de seus pares", afirma a economista-chefe da Armor Capital, Andrea Damico.

Enquanto o dólar subiu em relação à maioria das divisas emergentes e de países exportadores de commodities, ele caiu em relação ao euro, levando o índice DXY a fechar em queda de 0,20%, na casa dos 98,700 pontos. Na semana, Dollar Index subiu quase 0,70%.

Na última quarta-feira, o Federal Reserve manteve a taxa básica de juros americana na faixa entre 4,25% e 4,50%, em comunicado considerado neutro. O presidente do BC americano, Jerome Powell, adotou um tom mais duro em entrevista coletiva após a decisão, ao alertar sobre o impacto inflacionário das tarifas de Donald Trump.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Dirigentes do Fed mostraram visões distintas hoje sobre o rumo da política monetária. O diretor Christopher Waller disse que a instituição está "em um bom lugar para começar a conversar sobre cortes de juros". Já o presidente do Fed de Richmond, Thomas Barkin, afirmou que não há pressa em afrouxar a política monetária, dado que o risco de repique da inflação em razão das tarifas comerciais não foi dissipado.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline