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Mães de presos denunciam surto de tuberculose na cadeia de Marilândia do Sul

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CONTAMINAÇÃO

Mães de presos denunciam surto de tuberculose na cadeia de Marilândia do Sul

Cadeia de Marilândia do Sul fica anexa à delegacia de polícia. Foto: Delair Garcia

Trinta e seis mães, que têm filhos presos na cadeia de Marilândia do Sul, procuraram o Centro de Direitos Humanos (CDH), de Londrina, e denunciaram um surto de tuberculose no local. Segundo a denúncia, ao menos 13 detentos estariam apresentando sintomas da doença, porém não estariam recebendo o tratamento adequado. O caso chegou ao CDH na última quinta-feira. 

O episódio foi levado ao Conselho Permanente de Direitos Humanos do Paraná (Coped), que pediu providências à Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná (Sesp). De acordo com o conselheiro do CDH, de Londrina, e membro do Coped, Carlos Henrique Santana, a situação dos presos na unidade carcerária, de Marilândia do Sul, é preocupante. “As mães denunciam que há vários casos de presos contaminados com tuberculose. Como é uma doença contagiosa, o risco de transmissão é muito alto”, diz. 

Diante da situação, segundo Santana, foi pedido à Sesp e ao Depen que todos os presos passem por exames, uma vez que no mês passado dois presos foram confirmados com tuberculose pelo próprio Depen. “Como é uma doença contagiosa, não só os presos correm risco, mas também os agentes carcerários”, diz. A carceragem não tem solário, o que torna o local insalubre, e abriga 52 num espaço projetado para 8. O Coped e o CDH também solicitam a transferência imediata dos presos infectados com tuberculose para o Complexo Médico Penal, em Curitiba. 

O delegado Felipe Ribeiro, responsável pela unidade, confirma que casos de tuberculose são frequentes e acontecem desde o ano passado, quando assumiu a delegacia. “Sempre quando surge uma nova suspeita, solicitamos exames à rede municipal de saúde. Infelizmente, até pela estrutura do local, não é possível fazer exame em todos os detentos de uma única vez”, diz. 

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