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Polícia Civil faz reconstituição do assassinato de Carina Teixeira

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IVAIPORÃ

Polícia Civil faz reconstituição do assassinato de Carina Teixeira

- Atualizado em 02/10/2016 07:28
Polícia Civil faz reconstituição do assassinato de Carina Teixeira.

Depois de confessar que matou a ex-mulher Carina Teixeira, 29 anos, Miraldo Morais Pedreira, 33 anos, participou na manhã de sexta (30), da reconstituição do crime. A ação foi comandada pela Polícia Civil de Ivaiporã e do advogado de defesa de Miraldo, que refizeram o trajeto dele no dia do assassinato. Do início ao fim da reconstituição, o assassino não demonstrou nenhuma emoção e não esboçou qualquer palavra que demonstrasse arrependimento.

A reconstituição começou na Avenida São Paulo, em frente CMEI Paulo Freire, onde Miraldo abordou a vítima no dia 25 de agosto. Ele relatou aos policiais que depois que a mulher foi deixar o filho no CMEI do outro lado da rua, ele se aproveitou para entrar no carro e sentou no banco de trás. Após isso, ele convenceu a ex-mulher, a dirigir até o sítio na localidade de Cinco Encruzo, pois lá, entregaria para a vítima outro carro.

Durante a reconstituição no sítio., Miraldo reafirmou que não tinha intenção de matar e queria apenas conversar com a ex-mulher. “A hora que ela começou a gritar, o sangue subiu pela a cabeça e eu não vi mais nada. A Carina foi me empurrando e eu empurrando ela, até chegar perto da fossa. Foi quando eu caí e fiquei mais estressado. Levantei e não estava vendo mais nada, foi quando eu empurrei ela para dentro da fossa”, alegou Miraldo.

Após a reconstituição no sítio a polícia foi para a Rua Marginal, em Jardim Alegre, onde o Miraldo abandonou o carro de Carina e foi visto por uma testemunha. Eles também estiveram no local onde o agressor contratou um mototaxista que o levou até a entrada de Ivaiporã. 

Fatos
Para o delegado Gustavo Dante, a reconstituição serviu para dirimir algumas dúvidas e contrapor a versão apresentada por Miraldo, principalmente a forma como a ex-mulher foi morta, já que o laudo do IML é inconclusivo. O corpo de Carina foi encontrado 17 dias depois do crime, em avançado estado de decomposição. “Ele afirma que jogou ela viva dentro da fossa, mas está nos autos que quando o cadáver foi encontrado, ele estava envolto em um colchão de espuma. Até mesmo a forma como ele diz que arrastou a Carina do carro até a fossa é contraditória”, disse Dante. O delegado também não acredita que na abordagem de Miraldo a Carina que ocorreu em frente ao CMEI, tenha sido pacífica. “A perícia encontrou uma grande quantidade de cabelos da Carina no carro. Nós acreditamos que a agressão iniciou no interior do veículo. Posteriormente essa agressão se arrastou e ele possivelmente já teria matado, quanto atirou a Carina na fossa”, comenta Dante. 

O advogado Marcello César Pereira Filho diz que a reconstituição é importante, pois fornece detalhes para ambas as partes. “É uma prova que sempre que possível deve ser realizada. Ficou claro que houve uma discussão e o final todo mundo sabe. Infelizmente tinha um poço perto onde houve essa discussão e foi onde ele acabou empurrando a ex-esposa. Se tivesse uma tampa mais resistente, talvez então ela não tivesse caído lá embaixo”, completou Pereira Filho.

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