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​Delegados cobram solução para superlotação em cadeias

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SEGURANÇA

​Delegados cobram solução para superlotação em cadeias

Mais de 200 delegados decidiram se mobilizar para cobrar a remoção de presos das cadeias anexas às delegacias, após assembleia realizada na semana passada em Curitiba. A corporação alega que o desvio de função é ilegal e prejudica o andamento dos inquéritos. Ontem, a delegada de Jandaia do Sul, Waleska Souza Martins, que participou da reunião, convocou a imprensa para expor a situação da cadeia. Atualmente, o prédio abriga 65 homens e mulheres em espaço projetado para apenas 18 pessoas, sob a responsabilidade de 7 servidores.

Além da delegada, são 3 escrivães e 3 investigadores que averiguam os crimes e acumulam o papel de agentes carcerários e se revezam (um funcionário por turno) para cuidar da cadeia lotada. No ano passado, o efetivo foi responsável pela conclusão de aproximadamente 300 inquéritos gerados na comarca, que engloba os municípios de Bom Sucesso, Kaloré, Marumbi e São Pedro do Ivaí. 

Para a delegada, o número de servidores seria ideal para atender a demanda, se não fosse a tutela de presos. “Os escrivães e policiais ajudam a até fazer escolta de presos e eles não receberam treinamento para desempenhar esta função. É uma situação de risco para os servidores e para a sociedade. Diante disso, os delegados decidiram, por unanimidade, expor o problema das cadeias anexas a delegacias. 

A nossa função é investigar e atender a população e não cuidar de presos”, assinala a delegada. Waleska destaca que, a finalidade do setor de carceragem é de manter pessoas presas em flagrante, provisoriamente. No entanto, a unidade tornou-se um braço do sistema penitenciário, acomodando presos condenados a longo prazo. Outra preocupação está ligada à saúde dos detentos, devido aos problemas sanitários. A unidade foi construída na década de 60 e nunca passou por reformas estruturais, apenas pequenos reparos em decorrência das fugas. 

A reportagem teve acesso ao local e encontrou um ambiente insalubre e com estrutura precária. No ano passado um preso morreu e outro foi diagnosticado com tuberculose. A falta de espaço exigiu improviso. O antigo solário, por exemplo, foi adaptado como uma cela e acomoda boa parte dos detentos. “A gente fica amontoado e sem higiene nenhuma”, reclamou um preso. 

Na avaliação da polícia, a superlotação e as péssimas condições de higiene das cadeias são fatores que influenciam diretamente para a ocorrência de rebeliões e fugas. Dados repassados pela delegada apontam que, neste ano, foram registradas 32 fugas com 113 foragidos, até 15 de fevereiro, no Paraná. No ano passado, a carceragem de Jandaia do Sul registrou 2 fugas. 

Neste ano, 9 presos conseguiram escapar, destes, 5 foram recapturados. O delegado de Faxinal, Silvio Cardoso, comenta que a situação é a mesma em todas as cadeias no estado. “Todos enfrentamos esse problema de superlotação, de desvio de função com policiais sendo tirados da investigação para guarda de detentos”, comenta. A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sesp) sobre o posicionamento do Governo Estadual, contudo, não obteve retorno até o fechamento desta edição. Moradores vizinhos temem novas fugas A Tribuna ouviu moradores e comerciantes nas proximidades da delegacia e todos apoiam a remoção de presos. “Tenho muito medo e acho uma cadeia não deveria estar no centro da cidade. 

Trabalho e moro perto da cadeia e uma vez quando teve fuga eles passaram pela rua da minha casa e isso gera muita insegurança”, disse uma comerciante que pediu para não ter o nome divulgado. Desde que assumiu a delegacia, a delegada Waleska Souza Martins, já protocolou 4 ofícios solicitando transferência de presos para o sistema penitenciário. 

Todos foram negados. “Delegacia não é o local apropriado para presos e a comunidade é quem sofre com medo e sem atendimento adequado. Os presos deveriam estar em penitenciárias, mas são esquecidos nos setores carcerários sob a tutela da polícia que tem que providenciar alimentação, atendimento médico e todas as necessidades dos presos”, conclui.

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