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ATUALIZADA - Polícia liga mortes de quilombolas a tráfico

JOÃO PEDRO PITOMBO SALVADOR, BA (FOLHAPRESS) - A Polícia Civil da Bahia prendeu três suspeitos de fazer parte da quadrilha que ordenou o assassinato de seis moradores de uma comunidade quilombola na zona rural de Lençóis, a 427 km de Salvador. A chacina a

Da Redação

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Escrito por Da Redação
Publicado em 09.08.2017, 20:50:05 Editado em 09.08.2017, 20:50:05
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JOÃO PEDRO PITOMBO

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SALVADOR, BA (FOLHAPRESS) - A Polícia Civil da Bahia prendeu três suspeitos de fazer parte da quadrilha que ordenou o assassinato de seis moradores de uma comunidade quilombola na zona rural de Lençóis, a 427 km de Salvador.

A chacina aconteceu domingo (6) no Território Quilombola de Iúna, cujo processo de regularização foi iniciado recentemente pelo Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária).

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Segundo a polícia, as mortes foram motivadas por uma disputa pelo controle do tráfico de drogas na região e não têm relação com um possível conflito agrário.

As investigações apontaram que duas das vítimas, Gildásio Bispo das Neves, 51, e Adeilton Brito de Souza, 22, eram os alvos da ação criminosa. Ambos tinham passagem pela polícia por suspeita de tráfico e eram apontados como responsáveis por venda de drogas no povoado de Iúna.

Também era alvo da emboscada Gildemar Alves das Neves, filho de Gildásio, que morava em uma casa vizinha.

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Ele não estava na casa no momento do crime, mas os bandidos mataram quatro pessoas que estavam no local -nenhuma delas tinha envolvimento com crimes.

Cinco homens participaram diretamente dos assassinatos. Segundo a Polícia Civil, todos vieram de Salvador e foram contratados por Leonardo da Silva Moraes, 29, conhecido como Leo Careca.

Segundo a polícia, Leonardo é o líder de uma quadrilha que comanda o tráfico de drogas na região e teria ordenado a morte de Gildásio Bispo e Adeilton Souza sob alegação de que estavam fornecendo drogas para um rival pertencente a outra quadrilha.

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A polícia prendeu nesta quarta-feira (9) três pessoas apontadas como membros da quadrilha de Leonardo: Indira Luanda Ferreira Barbosa, 44, Ana Paula Gomes Santos, 35, e Gilvan de Jesus, 26.

As duas primeiras, dizem os policiais, atuavam na contabilidade e na venda das drogas e deram abrigo aos bandidos que vieram de Salvador. Gilvan também atuava na venda das drogas, mas não teve participação no crime. Os três foram autuados em flagrante por tráfico.

A polícia procura o chefe da quadrilha, Leo Careca, e Alef da Silva Alves, 24, integrante do grupo que teria sido responsável por levar os assassinos até o local do crime e ajudá-los a fugir. A reportagem não conseguiu contato com os advogados dos acusados.

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