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ATUALIZADA- Ex-governadores disputam 2º turno no Amazonas

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POLíTICA

ATUALIZADA- Ex-governadores disputam 2º turno no Amazonas

FABIANO MAISONNAVE

MANAUS, AM (FOLHAPRESS) - Em eleição marcada pelo aumento de votos nulos e abstenção e pela falta de renovação política, os ex-governadores Amazonino Mendes (PDT), 77, e Eduardo Braga (PMDB), 56, disputarão o segundo turno da eleição complementar estadual no Amazonas.

Com 94,5% das urnas apuradas pelo TRE até as 19h locais, Amazonino obteve 39,1% dos votos válidos, contra 24,5% para o peemedebista. O segundo turno será realizado em três semanas. O vencedor exercerá um mandato-tampão de 14 meses.

A soma dos votos nulos (14,4%) e brancos (3,9%) chegou a 16,3%. No primeiro turno de 2014, esse percentual foi de 8,3%.

A abstenção chegou a 24%, também maior do que a registrada no primeiro turno de 2014 (19,5%).

A ex-deputada Rebecca Garcia (PP) foi a terceira mais votada, com 18,1%. O petista José Ricardo obteve 12,5% e ficou em quarto entre nove candidatos.

A jornada de votação transcorreu apenas com incidentes isolados, segundo o TRE.

EX-ALIADOS

Com a soma dos três mandatos de Amazonino e os dois de Braga, os dois governaram o Estado por 20 anos desde 1987, quando o pedetista venceu pela primeira vez.

Companheiros de palanque em algumas eleições do passado, os dois caciques regionais também colecionam diversas denúncias de irregularidades.

Amazonino esteve envolvido, entre outros escândalos, no esquema de compra de votos para aprovar a emenda da reeleição, revelado pela Folha em 1997. Ele não foi investigado pelo caso.

Principal nome do PMDB no Amazonas, Braga responde a inquérito da Operação Lava Jato e é citado na denúncia apresentada pelo procurador-geral, Rodrigo Janot, envolvendo propinas da JBS, embora não tenha sido acusado formalmente.

Ambos negam todas as acusações.

A eleição complementar foi convocada há três meses, após o TSE cassar o então governador, José Melo (Pros), e o seu vice, Henrique Oliveira (Solidariedade), por desvio de dinheiro público para a compra de votos em 2014.

O primeiro turno custou R$ 23 milhões aos cofres públicos, segundo o TRE.

Desse total, cerca de R$ 6,5 milhões foram usados para o deslocamento de 4.400 militares, dos quais 3.701 do Exército. Para o segundo turno, o orçamento é de R$ 9,5 milhões, sempre de acordo com o TRE.

GILMAR MENDES

Em visita a Manaus neste domingo, o presidente do TSE, Gilmar Mendes, defendeu a realização da eleição complementar no Amazonas.

"Havia esse jogo de que se podia impugnar o candidato vencedor porque a vitória ficaria no colo do segundo lugar. Isso era uma certa fraude à vontade do eleitor", afirmou, durante entrevista neste domingo (6).

"Ao invés de anularmos as eleições e chamarmos o segundo lugar ou de estarmos discutindo uma eleição indireta, que também dá traumas para a democracia, estamos realizando uma eleição direta com a participação de todo o povo amazonense."

Ele disse não ver semelhança entre o caso do Amazonas e a absolvição do presidente Michel Temer no processo de cassação da chapa formada por ele e Dilma Rousseff em 2014.

"No caso da chapa Dilma-Temer, não houve cassação da presidente Dilma, simplesmente se julgou improcedente a ação de impugnação", disse, ao ser questionado.

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