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'Deputado que apoia ladrão, 100 anos sem reeleição' é lema de ato em São Paulo

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POLíTICA

'Deputado que apoia ladrão, 100 anos sem reeleição' é lema de ato em São Paulo

AMON BORGES

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - "Deputado que apoia ladrão, 100 anos sem reeleição". Este era o lema do protesto que reuniu um pequeno público entre 14h e 15h30 neste domingo (6) na esquina da avenida Paulista com a alameda Ministro Rocha Azevedo, em São Paulo. De acordo com a organização, 500 pessoas passaram pelo ato.

O Movimento #QueroUmBrasilÉtico, criado pelo jurista Luiz Flávio Gomes, convocou a manifestação contra os votos dos deputados que, na quarta-feira (2), rejeitaram a denúncia contra o presidente Michel Temer por corrupção passiva com base na delação de executivos da JBS.

A denúncia foi barrada por 263 a 227 votos dos deputados, que foram contrários à autorização para o Supremo Tribunal Federal analisar o caso. Estiveram ausentes 19 deputados (na prática, votando com o presidente) e houve duas abstenções.

Para o ato, foram impressos cartazes com a foto dos 263 deputados que votaram a favor do presidente para serem distribuídos para quem passasse por ali.

'VOTO FAXINA'

"Queremos que a população tenha em mente quais os políticos corruptos e façam o 'voto faxina' para que eles não se reelejam", explica Luiz Flávio Gomes.

O jurista acredita que a internet tem um papel fundamental na disseminação do nome e dos rostos desses deputados. "Nosso grande objetivo é faxinar corrupto e renovar o Congresso."

Gritos de "Fora, Temer", "Fora, Lula" e "Fora, Aécio" foram entoados pelo público.

Para ele, o ideal é que Temer seja afastado, e seu sucessor, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, assuma. "E se descobrirmos que ele é corrupto deve sair também", diz.

A assistente jurídica Damaris Sousa, 31, defende esse tipo de ato. "É melhor do que ficar reclamando em casa. Temos de lutar. Precisamos nos unir para atingir o objetivo. Diminuir a corrupção."

Temer nega todas as acusações e afirma que a peça assinada pelo procurador Rodrigo Janot é uma "ficção" baseada em um ato criminoso patrocinado por um "cafajeste" e "bandido" -em referência à gravação feita por Joesley Batista, da JBS, de uma conversa que o empresário teve com o presidente no porão do Palácio do Jaburu.

Com a decisão da Câmara, a denúncia fica congelada até o fim do mandato de Temer, em dezembro do ano que vem.

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