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Advogado de Temer critica MP e diz que autorizar denúncia contra presidente 'não é um carimbo'

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POLíTICA

Advogado de Temer critica MP e diz que autorizar denúncia contra presidente 'não é um carimbo'

DANIEL CARVALHO E LUIZA FRANCO

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Em seu último pronunciamento à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) antes de a comissão votar a permissão do prosseguimento da denúncia do presidente Michel Temer por corrupção passiva, o advogado do presidente, Antônio Claudio Mariz de Oliveira, criticou o que chamou de "cultura punitiva" do Ministério Público e pediu que os deputados encarem o processo de votação como mais do que uma autorização burocrática.

"Estou muito preocupado com o avanço da cultura punitiva neste país. Pau que mata Chico mata Francisco. Pau que mata Michel mata Lula. Ele está sendo erguido sobre a cabeça das lideranças políticas do Brasil. Há por trás disso uma ânsia pelo poder", afirmou, em referência à condenação do ex-presidente Lula pela Lava Jato.

Criticou, ainda, a imprensa, que acusou de transformar investigações em espetáculos midiáticos.

Em seguida, apelou aos deputados, pedindo que eles não vejam seus votos como mera autorização burocrática ao prosseguimento da denúncia.

"Me parece que a maioria está minimizando a importância desta autorização, subestimando seu próprio papel. Autorização não é um carimbo. É preciso avaliar se estão presentes os pressupostos mínimos que o presidente seja submetido a um processo. Ele em si já um sofrimento. Quem de nós gostaria ser submetido a essa execração pública e cruel?", disse.

Mariz também criticou acusações pessoais que deputados fizeram contra Temer.

Os membros da CCJ começaram a encaminhar seus votos sobre o parecer do relator, Sergio Zveiter (PMDB-RJ), que pediu a aceitação da denúncia contra o presidente Michel Temer.

O parecer será aceito ou rejeitado por maioria dos presentes à sessão. A CCJ tem 66 integrantes. Depois disso, segue para o plenário.

Para que a ação seja aberta pelo STF (Supremo Tribunal Federal), é preciso que 342 dos 513 deputados votem a favor autorização da instauração do processo.

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