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ATUALIZADA - Padilha diz que votação de denúncia contra Temer pode ficar para agosto

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POLíTICA

ATUALIZADA - Padilha diz que votação de denúncia contra Temer pode ficar para agosto

GUSTAVO URIBE, DANIEL CARVALHO E LUIZA FRANCO

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, reconheceu nesta quinta-feira (13) que a votação da denúncia contra o presidente Michel Temer em plenário pode ficar apenas para agosto.

O governo receia não conseguir 342 deputados presentes para abrir a sessão no plenário da Câmara nesta sexta-feira (14). Padilha disse que possivelmente ainda haverá conversas com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para colocar em votação a acusação com um quórum menor, de 257 deputados federais.

O ministrou ponderou, no entanto, que o governo tem de se resignar com a decisão do parlamentar, que já afirmou que pretende abrir a votação com 342 deputados presentes.

"Pode ser agora ou pode ser agosto", disse. "Essa é a posição pessoal do presidente Rodrigo Maia e nós temos de nos resignar com a posição dele, já que é ele quem comanda a pauta", acrescentou.

Vice-líder do governo, o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), também afirmou disse que "é possível" que se adie a votação. Ele atribui o revés à oposição, que, segundo ele, está esvaziando a Casa.

"É possível [que a votação aconteça só em agosto]. Não está fechado, mas é possível. A responsabilidade é da oposição. Ela está liberando seus deputados [para irem embora e não votarem em plenário]. A oposição foge do voto", afirmou Perondi.

Integrante da tropa de choque do governo, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) disse à reportagem que o governo ainda está "avaliando", mas que não há uma decisão tomada.

Marun está reunido neste momento com os líderes do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), e com o líder do PMDB na Casa, Baleia Rossi (SP), justamente tratando do assunto.

Já era esperado que a oposição não desse quórum na sessão plenária. Caberia ao governo garantir que seus deputados comparecessem para que a votação tivesse início.

A ideia inicial do governo era votar a denúncia em plenário nesta sexta-feira para evitar que o desgaste de Temer se arrastasse ao longo do recesso parlamentar, que começa nesta terça-feira (18).

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