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Defesa de Lula tenta 'pessoalizar' acusações, diz força-tarefa da Lava Jato

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POLíTICA

Defesa de Lula tenta 'pessoalizar' acusações, diz força-tarefa da Lava Jato

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os procuradores da Lava Jato divulgaram nesta terça-feira (20) uma nota de repúdio ao artigo "A verdade de Lula", assinado pelos advogados de defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicado na página A3 da Folha de S.Paulo, que é destinada à participação e manifestação dos leitores.

Os procuradores acusam a defesa de Lula de tentar "pessoalizar" as acusações contra o ex-presidente na pessoa de Deltan Dallagnol, "esquecendo-se que, além dele, outros 12 procuradores da República são signatários da acusação que imputou a Lula os crimes de corrupção e de lavagem de dinheiro".

"Esquecem também que esse processo é resultado de investigações extensas feitas pela Polícia Federal e Receita Federal, bem como de uma equipe dedicada de servidores do Ministério Público Federal, todos sem qualquer vinculação político-partidária", afirmou a nota da força-tarefa.

Nesta terça, os advogados do ex-presidente apresentaram as alegações finais no processo. Já o ex-presidente defendeu a exoneração dos procuradores e disse que a ação penal em que é acusado de receber propina da empreiteira OAS por meio da posse de um apartamento tríplex em Guarujá (SP) é uma "piada".

A força-tarefa da Lava Jato disse confiar na Justiça e esperar com tranquilidade a sentença na ação penal contra Lula. O processo já está disponível para decisão do juiz Sérgio Moro.

ATAQUE

Os procuradores denunciam que a defesa do ex-presidente se utiliza de recursos, "mesmo aqueles eticamente duvidosos", para os atacar. Eles citam representações contra procuradores, ação de indenização contra Dallagnol e contra o delegado da Polícia Federal Felipe Pace, e queixa-crime contra Moro.

"Dessa forma, fica claro que a defesa se esqueceu do próprio mérito do processo, tentando inutilmente transformar um julgamento por crimes de corrupção em um julgamento político", diz a nota.

"Vivemos um momento singular da nossa história republicana em que os governantes estão tendo que responder por seus atos perante a Justiça. Apesar de todas as dificuldades para superar a impunidade, todo esse processo pode restabelecer a crença de que é possível um país onde todos sejam iguais perante a lei", diz a nota.

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