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Acusado pela Lava Jato, Lula defende exoneração de procuradores

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POLíTICA

Acusado pela Lava Jato, Lula defende exoneração de procuradores

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta terça-feira (20) a exoneração dos procuradores da Lava Jato que o acusam de receber propina da empreiteira OAS por meio da posse de um apartamento tríplex em Guarujá (SP).

A defesa do ex-presidente apresentou nesta terça as alegações finais na ação penal, que já está pronta para julgamento do juiz Sergio Moro. Nela, os advogados buscam comprovar com documentos que Lula nunca foi proprietário do imóvel.

Em entrevista de cerca de dez minutos à rádio "Tupi AM", do Rio, durante o programa do radialista Antônio Carlos, ele disse que a acusação é uma "piada" e que agora os procuradores não sabem sair da "grande mentira" que contaram.

Lula disse não acreditar que possa ser preso em razão da ação penal e que espera que o magistrado possa "definitivamente anunciar ao Brasil" a sua inocência no processo. "Eu já provei minha inocência. Agora quero que eles provem a minha culpa", disse.

Perguntado pelo radialista se acredita que possa ser preso, Lula se defendeu e afirmou que não, porque "no Brasil e em outros países é preciso ter cometido um crime, um delito, alguma coisa errada" para que isso aconteça.

"No meu caso, os procuradores da Lava Jato que estão fazendo essa denúncia contra mim deveriam no fundo, no fundo, ser exonerados a bem do serviço público, porque eles inventaram uma grande mentira, junto com os meios de comunicação, sobretudo com a Globo, e agora eles não sabem como sair da mentira que contaram", afirmou.

"Se você pegar a peça de acusação que eles entregaram ao juiz Moro na semana passada, você vai perceber que é uma piada, não é uma acusação. Hoje nós estamos entrando com a nossa defesa. Espero o que o juiz Moro leia nos autos do processo para que possa definitivamente anunciar ao Brasil a minha inocência", disse Lula.

O ex-presidente negou a todo momento se anunciar como candidato à Presidência da República em 2018 e até disse que o Ministério Público está tentando abrir um processo contra ele por antecipação de campanha, mas sempre que perguntado pelo radialista, demonstrou disponibilidade em concorrer as eleições.

"Se for necessário, serei candidato e estarei à disposição do povo brasileiro para provar que é possível fazer o povo voltar a ser alegre. Se for necessário, e eu voltar, nós vamos consertar esse país. Dá para consertar esse país, nós já provamos isso uma vez. É só acreditar no povo", afirmou Lula.

O petista criticou o governo do presidente Michel Temer e o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, chamando-o de golpe. "Fizeram o golpe prometendo que melhorariam o Brasil. Essa promessa não aconteceu. O Brasil piorou. Retiraram uma presidenta democraticamente eleita. Agora é preciso eleger um novo presidente ou presidenta", disse o ex-presidente.

Lula afirmou ainda que as reformas trabalhista e da Previdência propostas pelo governo estão "demolindo" as conquistas de muito tempo dos trabalhadores. "Se quiserem resolver o problema da Previdência Social, tem que fazer a economia voltar a crescer", disse. "Essa reforma, se tiver que ser feita, tem que sentar com os trabalhadores, para ajustes de modernização", completou.

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