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PSDB tem que ouvir diretórios sobre participação no governo, diz dirigente

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POLíTICA

PSDB tem que ouvir diretórios sobre participação no governo, diz dirigente

WÁLTER NUNES

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente do diretório estadual do PSDB em São Paulo, o deputado estadual Pedro Tobias, defende que o partido ouça a base do partido para decidir se continua ou desembarca do governo do presidente Michel Temer.

"Quando a imprensa e a nossa cúpula fala da decisão só fala de deputados. Deveriam ouvir o partido. É mais justo que essa decisão (de ficar ou sair do governo) seja partidária e não só parlamentar. Não somos um país parlamentarista", disse Tobias. "Se os deputados têm interesse em determinado assunto, isso o governo pode resolver com uma emenda (parlamentar). Acho que o foro adequado para esse tipo de discussão são os diretórios", disse Tobias.

A legenda vai reunir nesta segunda (12), em Brasília, toda a sua direção, congressistas, governadores, prefeitos de capitais e dirigentes regionais para decidir a manutenção ou a retirada do apoio a Temer. Segundo Tobias, os diretórios têm que ter voz forte no debate. "Os diretórios têm que ser ouvidos nessa reunião. Eu vou falar. No máximo, podem tentar tapar a minha boca".

Matéria publicada neste domingo (11) pela Folha de S.Paulo mostrou que os parlamentares tucanos vão divididos para a reunião. A reportagem procurou os 56 deputados federais e senadores da legenda. Dos 49 parlamentares que responderam, 19 declararam apoio ao movimento de rompimento com o Palácio do Planalto, 19 querem permanecer no governo -ao menos por enquanto- e 11 se declararam indecisos ou não quiseram opinar.

O presidente do partido, senador Tasso Jereissati (CE), que evitava se posicionar sobre o tema, sinalizou pela primeira vez esta semana um movimento de desembarque, ao dizer que a sigla, que tem quatro ministérios, não precisa de cargos para apoiar as reformas econômicas apresentadas por Temer.

Enxergando uma tendência de rompimento, o Palácio do Planalto contra-atacou. Temer convocou os ministros tucanos para tentar enquadrar a cúpula da sigla e, ao longo da semana, recebeu pessoalmente 18 dos 46 deputados do PSDB.

O líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), reuniu-se com Tasso para levar o recado: "Se o PSDB deixar hoje a base, vai ficar muito difícil de o PMDB apoiá-los nas eleições 2018. Política é feita de reciprocidade", disse, pouco antes do encontro.

O PSDB é o segundo maior partido do Congresso e o maior aliado do PMDB de Temer, com 46 deputados federais e 10 senadores. Os votos tucanos são essenciais para barrar a provável denúncia da Procuradoria-Geral da República contra Temer.

A divisão das bancadas do partido revela que os políticos mais antigos adotam um tom cauteloso e apresentam uma inclinação maior pela manutenção do apoio. A ala jovem é majoritariamente a favor do desembarque.

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