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Líder do MST diz que Moro tenta impedir candidatura de Lula

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POLíTICA

Líder do MST diz que Moro tenta impedir candidatura de Lula

JOSÉ MARQUES E PAULO GAMA

CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) - O líder do MST, João Pedro Stédile, afirmou que o interrogatório conduzido pelo juiz Sergio Moro nesta quarta (10) é uma tentativa de impedir a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2018.

"Essa audiência de amanhã pode ser amplamente manipulada para fins políticos daqueles que não querem dar o direito de o Lula ser candidato", disse nesta terça (9), em acampamento de movimentos em apoio ao ex-presidente, em Curitiba. Ônibus de militantes têm chegado ao local, que fica ao lado da rodoviária da capital, durante todo o dia. O acampamento fica em área da União e sua montagem foi negociada com autoridades locais, já que a Prefeitura de Curitiba proibiu que as estruturas sejam levantadas em área do município.

Até o dia do depoimento, eles organizam atos em defesa do ex-presidente e contra pautas do governo Michel Temer, como a Reforma da Previdência.

Para Stédile, "Lula já é candidato e não precisa ninguém defender", mas o ato tem como bandeira "o direito de ele ser julgado com justiça".

"Estamos defendendo o direito de o julgamento ser transmitido [ao vivo] pela televisão. Isso é que é democracia", disse.

Em palanque, voltou a fazer o pedido: "O processo não é público? Então que seja transmitido do publico".

Segundo ele, os depoimentos são "manipulados" e "o que interessa" é passado às redes de televisão -na verdade, os depoimentos da Lava Jato são disponibilizados integralmente no processo depois das audiências.

"Eles tentam de qualquer maneira impedir a candidatura do Lula. A nossa sorte, Deus existe, é que esse governo golpista e ilegítimo só dá um tiro no pé porque eles vieram com muita sede ao pote de cometer atropelos contra a classe trabalhadora", disse o líder o MST. Stédile defende novas eleições como solução para a crise política.

PRÓ-LAVA JATO

Cerca de dez dos manifestantes pró-Lava Jato que estavam acampados em frente ao prédio Justiça Federal e precisaram sair do local por decisão judicial se mudaram provisoriamente para o gramado ao lado do museu Oscar Niemeyer.

Com bandeiras do Brasil, camisetas com a cara de Sergio Moro e o passaporte da República de Curitiba, pretendem ficar no local até as 20h, quando começará uma vigília em um dos bloqueios que vão isolar a área em volta do prédio.

Paula Milani, uma das líderes do movimento, diz não ter se importado com a decisão da Justiça que os removeu do local original. "Nós seguimos as decisões da Justiça, diferente dos vermelhos."

Ela diz não se importar também com a possibilidade de que haja mais manifestantes pró-Lula do que a favor da Lava Jato. "O apoio deles é comprado", diz. E apoia a decisão de Moro de publicar um vídeo pedindo que os que defendem a operação não viajem a Curitiba.

"É só um depoimento, quem armou o circo foram os petralhas."

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