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ATUALIZADA - Ex-embaixatriz Lúcia Flecha de Lima morre aos 76 anos em Brasília

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POLíTICA

ATUALIZADA - Ex-embaixatriz Lúcia Flecha de Lima morre aos 76 anos em Brasília

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A ex-embaixatriz Lúcia Flecha de Lima morreu aos 76 anos neste domingo (2), em Brasília. Ela lutava contra um câncer no útero.

Nascida em Belo Horizonte, Lúcia era mulher do ex-embaixador Paulo Tarso Flecha de Lima, 83, e deixa quatro filhos, Isabel, João Pedro, Beatriz e Luiz Antônio. Paulo, o quinto filho, morreu.

O velório ocorreu na casa em que a ex-embaixatriz vivia e a cremação foi marcada para esta segunda (3).

Entre os presentes estavam o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (PMDB-RJ), o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollenberg (PSB-DF), o senador Fernando Collor (PTB-AL), e os ministros do TCU (Tribunal de Contas da União) Aroldo Cedraz, Raimundo Carreiro e José Múcio.

O presidente Michel Temer disse que recebeu com "grande pesar a notícia". "Meus sentimentos ao embaixador Paulo de Tarso e a sua família neste momento triste", afirmou.

O ministro de Relações Exteriores Aloysio Nunes emitiu uma nota se solidarizando com a família em nome do Itamaraty. "Dona Lúcia, como era conhecida por todos, teve trajetória ímpar, como, ao lado de seu marido, no episódio da libertação dos reféns brasileiros de Saddam Hussein. Deixou sua marca de eficiência também nesta cidade, como secretária de Turismo do Distrito Federal e presidente da entidade beneficente Casa do Candango, além de seu trabalho na Comissão de Relações Exteriores do Senado", disse.

Símbolo de elegância, Lúcia foi considerada como a mais ativa embaixatriz da história recente do Brasil. Nos últimos anos, era presença constante nos eventos da alta sociedade de Brasília.

Ganhou fama internacional pela amizade com a princesa Diana (1961-97), de quem se tornou confidente. Elas se conheceram em 1990 em um chá no Palácio de Buckingham, em Londres. Na época, Paulo Tarso era embaixador do Brasil em Londres. A relação se estreitou com a vinda de Lady Di e do Príncipe Charles ao Brasil no ano seguinte.

Lúcia acompanhou a princesa em um voo entre Brasília e Rio que teve forte turbulência. A segurança com que a embaixatriz enfrentou a situação fez com que a princesa ficasse impressionada.

Quando Diana morreu, em 1997, Lúcia afirmou que a princesa era considerada parte da família. "Paulo Tarso, meus filhos e eu estamos chocados e inconsoláveis com a trágica morte da princesa Diana. A princesa nos honrou com sua amizade e carinho e foi, ao longo desses anos, uma pessoa maravilhosa e solidária", disse em nota à época.

Enquanto acompanhou o marido nas principais capitais do mundo, a então embaixatriz sempre teve postura ativa. Nos anos 90, foi ao Iraque com uma passagem paga por ela para acompanhar Flecha de Lima nas negociações para liberar brasileiros reféns pela Guerra do Golfo. Na Itália, comandou pessoalmente a reforma do Palácio Pamphili, sede da embaixada brasileira em Roma.

Depois que retornou ao Brasil, foi secretária de Turismo do DF no governo de Joaquim Roriz, em 2003. Nos últimos anos, envolveu-se em projetos sociais, como a Casa do Candango, voltada para crianças carentes.

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