Comunique à Redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Temer decide nomear aliado de Cunha para líder do governo no Congresso

Loading...

POLíTICA

Temer decide nomear aliado de Cunha para líder do governo no Congresso

GUSTAVO URIBE

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Na tentativa de evitar retaliações do chamado "centrão", o presidente Michel Temer decidiu nomear para a liderança do governo no Congresso Nacional o deputado federal André Moura (PSC-SE), ex-líder do governo na Câmara dos Deputados e nome próximo a Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

A escolha faz parte de esforço do peemedebista para unificar a base aliada para a votação da reforma previdenciária, cuja expectativa do Palácio do Planalto é aprová-la na Câmara dos Deputados ainda no primeiro semestre deste ano.

Nas palavras de um assessor presidencial, o gesto tem como objetivo "curar as feridas" da eleição para o comando da Câmara dos Deputados, realizada em fevereiro. Os partidos do centrão, entre eles PSD e PTB, acusam o presidente de ter trabalhado pela reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Na época, diante do movimento do Palácio do Planalto, integrantes do centrão ameaçaram obstruir a proposta na

CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e vinham articulando mudanças no texto original enviado pelo governo federal.

Com a escolha, o atual líder do Congresso Nacional, Romero Jucá (PMDB-RR), será deslocado para a liderança do governo no Senado Federal, que ficou vaga com a indicação de Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) para o Ministério da Justiça.

Segundo um auxiliar presidencial, com a tramitação da reforma previdenciária, o presidente sabe que nos próximos dois meses "a principal batalha do governo federal será travada na Câmara dos Deputados", o que tornou necessário prestigiar os deputados federais com um posto antes ocupado por senadores.

Na tentativa de aprovar a iniciativa, o presidente promoveu um jantar na noite de sexta-feira (3), no Palácio do Jaburu, com líderes da Câmara dos Deputados. No encontro, ele pediu que seja feita uma ofensiva para evitar mudanças substanciais no texto da medida.

O peemedebista não falou na possibilidade de retaliação em relação a cargos e emendas no caso de traições durante a tramitação da proposta.

Nos bastidores, contudo, ministros e assessores dizem que o governo federal poderá reavaliar a composição de forças diante de posições contrárias à orientação do Palácio do Planalto.

O portal TNOnline.com.br não se responsabiliza pelos comentários, opiniões, depoimentos, mensagens ou qualquer outro tipo de conteúdo. Seu comentário passará por um filtro de moderação. O portal TNOnline.com.br não se obriga a publicar caso não esteja de acordo com a política de privacidade do site. Leia aqui o termo de uso e responsabilidade.

Últimas Notícias