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Padilha vê como "absolutamente normal" negociar ministério por votos

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POLíTICA

Padilha vê como "absolutamente normal" negociar ministério por votos

DANIEL CARVALHO E RANIER BRAGON

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) disse ver como "absolutamente normal" a participação de partidos no governo em troca de votos no Legislativo.

"Todos os governos que fazem composição com vários partidos colocam a participação de outros partidos no governo. Foi o que nós fizemos. O PMDB sozinho não iria governar", afirmou Padilha nesta quarta-feira (15).

"Vários partidos sempre vão apoiar o governo e, com isso, eles têm participação no governo, o que é mais do que normal, absolutamente normal", disse o ministro, um dos principais aliados do presidente Michel Temer.

Ele se referia ao episódio em que foi gravado em uma palestra admitindo que o Ministério da Saúde foi entregue ao deputado Ricardo Barros em troca de apoio do PP, partido do ministro, no Congresso.

Na gravação, divulgada pelo jornal "O Estado de S. Paulo", Padilha disse que o governo queria um "notável" para comandar o ministério, mas que, diante da indicação do PP, "Ricardo será o notável".

"Quem é gestor público, quem já passou por vários estamentos da estrutura pública... Eu fui prefeito, secretário de Estado, ministro de Estado em várias situações. Em tese, eu conheço bem como funciona a máquina do Estado. Esperávamos e esperamos que todos aqueles que os partidos são aliados da base também indiquem pessoas que têm esta mesma qualificação", justificou Padilha.

Questionado se o mesmo raciocínio seria adotado para escolher o novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Padilha se esquivou. O presidente Temer tem defendido a escolha de um jurista para a vaga.

"Olha, quem nomeia ministro, demite ministro é o presidente da República. Se ele diz que é um técnico, será um técnico", afirmou Padilha.

MOREIRA MINISTRO

Padilha também saiu em defesa de Moreira Franco. Citado em delação da Odebrecht na Operação Lava Jato, ele teve sua nomeação como ministro da Secretaria Geral da Presidência mantida pelo ministro Celso de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Assim, garante, pelo menos temporariamente, o foro privilegiado junto à Corte.

"Nunca houve dor de cabeça porque nós tínhamos convicção que tínhamos agido corretamente e o Supremo Tribunal Federal disse isso: o presidente Michel Temer e o ministro Moreira Franco agiram corretamente", afirmou.

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