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Aliados minimizam delação da Odebrecht contra Alckmin

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Aliados do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), saíram em sua defesa e expressaram confiança na idoneidade do tucano. A Folha de S.Paulo revelou nesta sexta-feira (9) que a Odebrecht afirmou no acordo de delação p

Da Redação

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Escrito por Da Redação
Publicado em 09.12.2016, 18:05:47 Editado em 09.12.2016, 18:10:08
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Aliados do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), saíram em sua defesa e expressaram confiança na idoneidade do tucano.

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A Folha de S.Paulo revelou nesta sexta-feira (9) que a Odebrecht afirmou no acordo de delação premiada com a Operação Lava Jato que realizou pagamento de caixa dois, em dinheiro vivo, para as campanhas de 2010 e 2014 dele.

"Não tendo sido homologado [o acordo], é mera especulação. E ainda que não fosse, Geraldo Alckmin é um dos poucos políticos do Brasil que, ao fim de 40 anos de vida pública, com uma carreira de extremo sucesso, manteve o mesmo padrão de vida e o mesmo patrimônio de quando entrou na política", disse Ricardo Salles (PP-SP).

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Secretário estadual de Meio Ambiente e ex-secretário particular do governador, ele viu politização na denúncia. "Como ele é um político honesto e de sucesso, talvez haja uma tentativa de colocar todos no mesmo cesto, o que não é correto", afirmou.

O deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP), próximo a Alckmin, afirmou que o depoimento precisa ser detalhado e oficializado para ter valor político ou jurídico. "O próprio jornal aponta que foram outras pessoas [que teriam sido receptadoras dos recursos]", disse.

De acordo com a delação, R$ 2 milhões em espécie foram repassados ao empresário Adhemar Ribeiro, irmão da primeira-dama, Lu Alckmin, na campanha eleitoral de 2010. Em 2014, o caixa dois teve como um dos operadores, segundo a empreiteira, o hoje secretário de Planejamento do governo paulista, Marcos Monteiro, político da confiança do governador.

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Reservadamente, aliados de Alckmin mostraram surpresa com os relatos, uma vez que o governador, supostamente apelidado de "santo" por executivos da Odebrecht, costuma adotar postura "criteriosa". "Ele é crica, não faz nada de errado. Sofro na pele", disse um auxiliar.

O deputado Ivan Valente (PSOL-SP), porém, mostrou-se cético. "Ele tenta passar a imagem de que não se mete em corrupção, mas os casos do Metrô já levantam várias denúncias", afirmou.

"Todos os políticos graúdos, sejam do PSDB, do PMDB ou do PT, vão estar na lista [de políticos que receberam propina] da Odebrecht", disse Valente.

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"Tentou-se mostrar que todo dinheiro de corrupção da Petrobras foi para o PT. Mas está ficando clara a prática da OAS, Odebrecht e outras empreiteiras. Uma doação desse tamanho em dinheiro vivo, é óbvio que tem uma função: esconder a origem, que é corrupção e superfaturamento", concluiu o deputado do PSOL.

OUTRO LADO

O governador afirmou, por meio de sua assessoria, que "é prematura qualquer conclusão com base em informações vazadas de delações não homologadas". "Apenas os tesoureiros das campanhas, todos oficiais, foram autorizados a arrecadar fundos dentro do que determina a legislação eleitoral", disse.

O codinome "santo" usado em planilha da Odebrecht "aparece em outros documentos oficiais apreendidos na Operação Lava Jato referentes aos anos de 2002 e 2004, sem qualquer relação com eleições disputadas por Alckmin", concluiu.

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