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Prefeita de Ribeirão Preto é presa por suspeita de fraude em contratos

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POLíTICA

Prefeita de Ribeirão Preto é presa por suspeita de fraude em contratos

- Atualizado em 02/12/2016 08:20

MARCELO TOLEDO

RIBEIRÃO PRETO, SP (FOLHAPRESS) - A prefeita de Ribeirão Preto, Dárcy Vera (PSD), foi presa no início da manhã desta sexta-feira (2) pela Polícia Federal, na segunda fase da operação Sevandija, que apura fraudes em contratos de licitações da prefeitura que somam R$ 203 milhões.

A prefeita foi presa em sua casa, no bairro Ribeirânia, por volta das 6h, na etapa intitulada Mamãe Noel. Policiais federais estão nas ruas para o cumprimento de mandados de busca e apreensão e outros dois mandados de prisões preventivas, de dois advogados, segundo a Folha apurou.

O nome de Dárcy aparece ao menos duas vezes nas investigações da Sevandija, deflagrada pela PF e o Ministério Público paulista, em 1º de setembro. A operação apura o que é, até agora, considerado o maior escândalo de corrupção da história da cidade.

Ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) o ex-presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Ribeirão, Wagner Rodrigues, que foi candidato à Prefeitura de Ribeirão pelo PC do B, disse que a prefeita recebeu R$ 4 milhões em propina.

Antes, Dárcy já tinha sido flagrada em grampos que podem indicar que ela usou a distribuição de cargos no governo, numa triangulação feita com uma empresa, para comprar apoio político de vereadores na Câmara.

A prisão é decorrente de provas obtidas por meio da análise e investigações dos materiais apreendidos e de depoimentos colhidos após a deflagração da primeira fase.

O nome da segunda fase da operação se deve, segundo a PF, às evidências de que a ex-advogada do sindicato Maria Zuely Alves Librandi repassou, entre 2013 e 2016, mais de R$ 5 milhões a outros envolvidos, em dinheiro e cheques, desviados da prefeitura.

Segundo a investigação, os indícios são de que a suposta propina paga a Dárcy tinha como finalidade priorizar os pagamentos à advogada Maria Zuely, deixando de pagar em dia coleta de lixo e repasses a hospitais filantrópicos e ao IPM (Instituto de Previdência dos Municipiários), por exemplo.

A origem da suspeita está num acordo judicial que resultou no parcelamento de R$ 800 milhões a serem pagos a servidores da prefeitura devido a perdas decorrentes do Plano Collor. Já foram pagos mais de R$ 300 milhões, além de cerca de R$ 40 milhões em honorários.

Esses honorários são o alvo da investigação. Maria Zuely foi advogada do sindicato na época da celebração do acordo e, em 2009, já com Dárcy na prefeitura, passou a exercer a função de assistente da Secretaria da Casa Civil. Os pagamentos mensais a ela começaram a ser feitos em janeiro de 2013 e, até junho deste ano, chegaram a R$ 37 milhões.

Se os mandados de hoje forem cumpridos, serão 19 as pessoas presas ao longo da operação. Dezesseis delas já foram soltas, após decisões do STJ (Superior Tribunal de Justiça).

No último final de semana, o empresário Marcelo Plastino, dono da empresa Atmosphera, que é apontada como participante do esquema, foi encontrado morto em seu apartamento, em zona nobre da cidade. A principal hipótese da investigação policial é que ele tenha cometido suicídio.

A advogada Maria Cláudia Seixas, defensora da prefeita de Ribeirão Preto, afirmou, desde o início da operação, que Dárcy nega "com veemência" ter recebido o dinheiro da propina e que ela colabora com as investigações.

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