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Temer diz que resultado da eleição municipal indica aprovação ao governo

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POLíTICA

Temer diz que resultado da eleição municipal indica aprovação ao governo

- Atualizado em 06/10/2016 11:54

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente Michel Temer afirmou na manhã desta quinta (6) que o resultado das eleições municipais indica, indiretamente, que a população aprova medidas tomadas por seu governo e pela base aliada. A declaração foi dada em entrevista à rádio Jovem Pan.

"Essa votação do domingo revelou que a base aliada venceu fantasticamente. Isso significa, por via indireta, uma aprovação de tudo que foi feito até aqui, sob um foco eminentemente constitucional e legal", afirmou.

O governo do presidente é considerado ótimo ou bom por 14% da população, de acordo com pesquisa CNI/Ibope divulgada na terça (4).

Ele afirmou, porém, que não se importa com a aprovação popular. "Se eu tiver, ao fim do governo, 5% de aprovação e tiver empregado 12 milhões de pessoas, estarei feliz."

O peemedebista defendeu a nomeação de Marx Beltrão (PMDB-AL) para o Ministério do Turismo. O correligionário é réu no STF sob a acusação de falsidade ideológica.

"O Beltrão não está envolvido na Lava Jato. A situação é que ele era prefeito no interior do Alagoas [da cidade de Coruripe] e formou um fundo de previdência complementar. Em um momento a prefeitura mandou para o INSS guias de pagamento sem ter recolhido o dinheiro", disse Temer.

"Quando o MP entrou com ação, a prefeitura imediatamente recolheu. O pagamento impede qualquer condenação no STF, estou tranquilo quanto a isso", afirmou.

CONTER GASTOS

Temer voltou a defender a necessidade de mudanças estruturais na legislação trabalhista e na previdência. Ele disse que, em cerca de uma semana, o Planalto deve apresentar uma proposta de reforma previdenciária.

O presidente mostrou convicção de que a PEC que estabelece um teto de gastos governamentais, foco de esforços do Planalto durante essa semana, será aprovada. "Tenho a sensação de que há muita possibilidade de aprovação. Diria que ela é quase segura", disse.

Temer voltou a defender a necessidade de cortar gastos, especialmente na previdência.

Ele comparou a situação do Brasil à da Grécia, que enfrenta uma crise econômica desde o início da década.

"O deficit da Previdência é assustador. Temos quase R$ 100 bilhões de deficit nesse ano. Ano que vem, a previsão é de R$ 160 bilhões", disse.

O presidente fez um apelo aos jovens, pedindo apoio na aprovação da uma reforma previdenciária -cuja proposta, disse, deve ser finalizada pelo Planalto em torno de uma semana.

"Me dirijo especialmente aos jovens: se você não ajudar nisso, não vai ter o que receber quando se aposentar."

Sobre a reforma das leis trabalhistas, o chefe de Estado voltou a sinalizar para a possibilidade de livre negociação entre empregadores e funcionários.

Ele afirmou que o STF já tem tomado decisões nesse sentido. "Há decisões do Supremo que definem o 'acordado sobre o legislado'. Os sindicatos patronais e os sindicatos de empregados podem se reunir e decidir, por exemplo, diminuir o salário para manter o emprego", disse.

PUBLICIDADE, OPOSIÇÃO E APOIO

Temer afirmou que o governo intensificou a publicidade para responder à críticas virulentas da oposição.

"Resolvemos reagir, porque se não, daqui há dois meses, vão dizer que tudo o que está acontecendo é culpa do Michel Temer", disse, referindo-se a situação que recebeu do governo Dilma.

Ele disse, também, que o Planalto deve investir em campanhas publicitárias para informar a população sobre as propostas de reforma e limitação de gastos que, na avaliação do governo, são necessárias para a recuperação econômica.

"Não basta convencer o Congresso, é preciso convencer o povo. [É preciso] Que o desempregado saiba que a PEC [do teto de gastos] quer criar uma confiança geradora de investimentos", afirmou. "Se a opinião pública estiver favorável, facilita para o Congresso votar favoravelmente."

SUPREMO

"Hoje não fala mais o constitucionalista, fala o Presidente da República." Com essa frase, Temer se recusou a comentar a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que definiu a constitucionalidade da prisão após condenação em segunda instância. "Não posso mais ficar comentando o que o STF faz ou deixa de fazer", disse.

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