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Fora da disputa eleitoral, prefeitos culpam crise e enaltecem legado

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POLíTICA

Fora da disputa eleitoral, prefeitos culpam crise e enaltecem legado

- Atualizado em 03/10/2016 17:45

ESTELITA HASS CARAZZAI

CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) - De fora da disputa eleitoral logo no primeiro turno, prefeitos que tentavam a reeleição culpam a crise e o desencanto com a política pela derrota, e enaltecem o legado que deixarão.

Neste ano, cinco mandatários que disputavam a reeleição perderam logo no primeiro turno. A dificuldade dos governistas contrasta com as eleições anteriores.

Em 2008, dos 20 prefeitos que tentaram a reeleição, apenas um acabou não se elegendo -todos chegaram pelo menos ao segundo turno.

"Falar em crise vai contra a indicação dos marqueteiros, mas foi uma missão ser prefeito num momento tão difícil", declarou o prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), após o resultado deste domingo (2).

Em terceiro lugar, o pedetista fez 20% dos votos válidos. Na campanha, ele se queixou da queda de repasses federais, do aumento da demanda nos serviços públicos, especialmente nos postos de saúde (provocada pela saída de usuários dos planos particulares), e do desencanto geral com a política.

Fruet, que foi deputado federal por três mandatos, costuma dizer que, no Executivo, enfrentou "uma batalha perdida" na comunicação, contra um nível de criminalização da política "sem precedentes".

Prefeitos também ficaram de fora em São Paulo, Campo Grande, Porto Velho e Aracaju.

"Saio da Prefeitura de São Paulo com a sensação de dever cumprido", disse Fernando Haddad (PT), que perdeu no primeiro turno e fez apenas 16% dos votos. O prefeito enalteceu o legado, e, assim como Fruet em Curitiba, disse que sua candidatura foi importante por "defender um projeto de transformação".

'NÃO FOI FÁCIL'

Em Porto Velho, o prefeito Doutor Mauro (PSB) disse que "arrumou a casa" e que "muitos dos que criticam fazem pouco pela cidade".

"Tenho a consciência tranquila de ter lutado para melhorar e organizar Porto Velho", afirmou o candidato, que ficou em terceiro lugar, com 24% dos votos. "Não foi fácil. Enfrentamos falta de máquinas, fraudes, serviços precários e obras paralisadas", comentou, sobre a crise.

O prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), que diz ter herdado a prefeitura em "grave crise financeira", também terminou em terceiro lugar, com 26% dos votos. Investigado por corrupção, ele foi cassado pela Câmara de Vereadores em 2014, mas reconduzido duas vezes ao cargo por decisão da Justiça.

Após o resultado deste domingo (2), Bernal criticou as pesquisas eleitorais e sua "influência negativa" no pleito. "Nós precisamos rever essa questão; isso desequilibra o pleito e privilegia algumas candidaturas."

A menor votação entre os atuais mandatários foi do prefeito de Aracaju, João Alves Filho (DEM): apenas 10% dos votos.

Sua desaprovação é de 70%. Alves também é réu numa ação sob acusação de corrupção passiva e peculato em processo relacionado à Operação Navalha , deflagrada em 2007 pela Polícia Federal.

Em mensagem aos eleitores, o prefeito declarou que enfrentou "muitos obstáculos na caminhada", e agradeceu pelos votos recebidos.

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