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Mulheres na Câmara mais que dobram, mas ainda são apenas 20% dos postos

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POLíTICA

Mulheres na Câmara mais que dobram, mas ainda são apenas 20% dos postos

- Atualizado em 03/10/2016 15:32

MAGÊ FLORES

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As eleições deste domingo (2) fizeram mais que dobrar o número de mulheres nas cadeiras da Câmara Municipal de São Paulo. A partir de 2017, serão 11 vereadoras em um total de 55 postos (ou 20%). Atualmente são cinco mulheres (9%). A mudança representa um crescimento de 120%.

Foram eleitas Patricia Bezerra (PSDB), Soninha (PPS), Edir Sales (PSD), Juliana Cardoso (PT), Sandra Tadeu (DEM), Rute Costa (PSD), Noemi Nonato (PR), Adriana Ramalho (PSDB), Aline Cardoso (PSDB), Janaina Lima (Novo) e Sâmia Bomfim (PSOL).

O aumento no percentual de vereadoras ocorre após intensa campanha nas páginas feministas e em perfis de mulheres nas redes sociais que pediam "maior representatividade" na política.

"A presença feminina na Câmara ser um assunto já faz desse um processo eleitoral muito distinto", diz Manoela Miklos, uma das curadoras do blog #AgoraÉqueSãoElas, da Folha de S.Paulo. "Dobrar a representação feminina mostra a potência do movimento de mulheres. O número é positivo, mas dá a dimensão do desafio pela frente."

O Brasil é o país sul-americano com mais baixa representatividade feminina nas Câmaras Municipais e o terceiro com a pior representação de mulheres na política entre 26 nações acompanhadas pela Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe).

A questão começa já com o baixo índice de candidaturas: segundo o sistema DivulgaCandContas, 31,6% dos candidatos são mulheres (155.587) e 68,4% são homens (336.819) -a legislação estabelece que partidos ou coligações tenham o mínimo de 30% e o máximo de 70% de candidaturas de cada sexo.

Militantes ressaltam que a eleição acontece em um momento importante para o movimento feminista, de engajamento nas redes sociais e manifestações no final de 2015 contra o então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), autor do PL 5069, projeto de lei que, entre outras coisas, dificulta o aborto legal e restringe a venda de medicamentos abortivos no país.

Entre as candidatas à Câmara de São Paulo que levantaram bandeiras feministas, Sâmia Bomfim foi eleita pelo PSOL com 12.464 votos.

Bomfim acredita que este é um novo momento político, em que há um esforço de movimentos sociais e instituições para "reforçar quadros femininos", mas pondera a eleição por representatividade de gênero, apenas.

"Eleger mulher é algo progressista diante da desigualdade tão profunda. Do ponto de vista simbólico, isso pode incentivar outras mulheres. Mas uma mulher que não é comprometida com os direitos pode ser mais uma frustração, e não uma conquista."

CANDIDATOS LGBT

Não houve eleitos entre os dez candidatos listados pela ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) em São Paulo. Os candidatos transexuais, Professora Luiza Coppieters, do PSOL, e Thammy Miranda, do PP, tiveram 9.744 e 12.408 votos, respectivamente.

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