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No RS, ex-ministro de Dilma fica de fora do segundo turno

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POLíTICA

No RS, ex-ministro de Dilma fica de fora do segundo turno

- Atualizado em 02/10/2016 20:40

PAULA SPERB

PORTO ALEGRE, RS (FOLHAPRESS) - Em Caxias do Sul, na serra gaúcha, o ex-ministro de Dilma Rousseff Pepe Vargas (PT) ficou de fora do segundo turno. Com 95,06% das urnas apuradas, Pepe, como é chamado, somava 25,32% dos votos, ficando em terceiro lugar.

O candidato da situação, Edson Néspolo (PDT), fez 43,75% dos votos. Em segundo lugar, o vereador Daniel Guerra (PRB) fez 29,13% dos votos. Néspolo é presidente da Festa da Uva, evento da prefeitura que ocorre a cada dois anos e celebra a imigração italiana na região. O evento é conhecido nacionalmente por causa do concurso de beleza que elege uma rainha e duas princesas.

Essa é a primeira eleição de Néspolo em 16 anos. Néspolo foi braço direito do governador gaúcho José Ivo Sartori (PMDB) quando este foi prefeito de Caxias do Sul por dois mandatos, de 2005 a 2012.

Sartori participou de eventos da campanha de Néspolo, gravou vídeos e programas de rádio. Sartori não fez campanha para o candidato do PMDB em Porto Alegre, Sebastião Melo.

A campanha de Néspolo apostou na figura de Sartori, que recebeu 79,29% dos votos válidos em Caxias do Sul, no segundo turno que lhe deu a vitória ao governo estadual em 2014.

Um dos vídeos exibidos na campanha de Néspolo tem o mote "Não temos saudades de Caxias antes do governo Sartori". No vídeo, moradores dizem não sentir falta das administrações de 1997 a 2004, quando o candidato da oposição, Gilberto Spier Vargas (PT), o Pepe, foi prefeito.

Pepe foi ministro de Dilma Rousseff (PT), à frente de três pastas: do extinto Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), da Secretaria de Relações Institucionais e da Secretaria de Direitos Humanos, também extinta.

LAVA JATO

Pepe parecia ser o adversário favorito na eleição caxiense, mas foi desbancado por Guerra.

A campanha de Néspolo, cujo partido foi contra o impeachment de Dilma, atacou tanto Pepe como Guerra. Este último era criticado por "não ter experiência" e por ter mantido duas assessoras "fantasmas" em seu gabinete da Câmara de Vereadores, em 2011.

Já Pepe foi atacado pela campanha de Néspolo por causa do envolvimento do PT na Lava Jato."Sou honesto e reconheço que temos seis parlamentares investigados. A coligação do Néspolo tem 43 parlamentares investigados, na mesma operação. Não quer dizer que Néspolo e Sartori não sejam honestos", defendeu-se Pepe em um debate.

A coligação de Néspolo é apoiada por 21 partidos, incluindo PMDB de Sartori e o PP, este último o principal envolvido no escândalo político

Em Porto Alegre, o PT também ficou de fora do segundo turno -a segunda vez desde a reabertura democrática. A primeira foi em 2012.

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