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Opositores de Macri repudiam visitam de Temer à Argentina

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POLíTICA

Opositores de Macri repudiam visitam de Temer à Argentina

- Atualizado em 02/10/2016 18:35

LUCIANA DYNIEWICZ

BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - Às vésperas da viagem do presidente Michel Temer à Argentina, o bloco de deputados federais da coligação FPV (Frente para la Victoria), de oposição ao presidente Mauricio Macri, publicou uma nota em que repudia a visita do brasileiro.

Segundo os parlamentares, Temer não tem respaldo jurídico para estar na Presidência e retirou Dilma Rousseff do poder com um golpe institucional.

"Dilma sofreu uma revanche política de setores concentrados que se opuseram aos 13 anos de transformações econômicas e sociais que liderou com Lula", diz o documento.

Os deputados afirmam ainda que o impeachment foi um processo contra a consolidação do Mercosul e a unidade da América Latina propostos por Lula, pelos ex-presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e da Argentina, Néstor Kirchner, e pelos atuais dirigente da Bolívia, Evo Morales, e do Equador, Rafael Correa.

No dia em que o Senado aprovou o impeachment, no fim de agosto, os opositores de Macri já haviam se manifestado contra Temer, levando cartazes com a imagem de Dilma para a sessão da Câmara.

Para eles, não há provas de que a brasileira tenha cometido irregularidades. "O mais irrisório é que, entre os 61 senadores que votaram por sua destituição, vários estão sendo processados ou foram denunciados por corrupção", destaca a nota.

Os deputados também criticam Macri por ter respeitado o impeachment de Dilma e comparam a situação da ex-presidente à de Fernando Lugo (ex-chefe de Estado paraguaio derrubado em um impeachment em 2012) e à de Cristina Kirchner (ex-mandatária argentina que, segundo eles, sofre perseguição midiática e judicial).

Kirchner é investigada sob suspeita de lavagem de dinheiro, falsificação de documentos e má administração de recursos públicos.

"Nosso futuro está comprometido se não repudiamos com firmeza a destituição de governos elegidos pelo povo e muito mais se legitimamos um governante como Temer, fruto de um golpe", finalizam os parlamentares.

O FPV tem hoje 73 das 257 cadeiras da Câmara dos Deputados e é o segundo maior bloco, atrás do Cambiemos (do presidente Macri), que conta com 87.

Militantes do bloco participarão, na tarde de segunda (3), de um ato contra Temer, que deverá ter seu ponto alto por volta das 18h diante da Casa Rosada.

Nesse horário, porém, o presidente brasileiro já terá deixado Buenos Aires e deverá estar chegando em Assunção, onde jantará com o presidente paraguaio, Horacio Cartes.

A reunião entre Macri e Temer ocorrerá na residência oficial da presidência, em Olivos, a 17 quilômetros do centro da capital argentina. O local do encontro fará com que Temer não tenha que esbarrar com as manifestações de maior porte.

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