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Crise foi determinante para pedidos de ajuda para segurança, diz ministro

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POLíTICA

Crise foi determinante para pedidos de ajuda para segurança, diz ministro

CAMILA MATTOSO

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A crise fiscal foi determinante para o aumento de pedidos por ajuda federal no esquema de segurança das eleições, segundo o ministro da Defesa, Raul Jungmann.

Com exceção de situações "específicas", como São Luis, no Maranhão, e Itumbiara, em Goiás, o chefe da pasta diz que a escassez de recursos contribuiu para que o número de solicitações de municípios subisse de 477, em 2012, para 498 neste ano.

"É uma suposição que eu tenho. A crise fiscal que se abateu sobre o país e os Estados fez com que a gente tivesse reflexos nos gastos da segurança. Traduzindo: concursos que foram adiados, redução de frota, colete que venceu e não é reposto. Com isso, a criminalidade aumenta. Não é uma coisa linear, mas a relação existe", disse o ministro, em coletiva de imprensa neste domingo.

O Rio de Janeiro é o local que concentra o maior efetivo de tropas no país: 6.500 militares foram enviados para 11 cidades do Estado. Ao todo, 24500 homens e mulheres estão em trabalho especial nesta eleição. No Maranhão, são 540 militares.

O pedido de ajuda é feito por juízes locais. Depois, o tribunal regional analisa e manda para o tribunal superior.

"Há hoje no Rio de Janeiro, em torno de um milhão de pessoas vivendo um estado de exclusão, vivendo sob o domínio de traficantes e de milícias. Estão em uma situação inaceitável. Os direitos delas não estão sendo respeitados", afirmou Jungmann.

No Maranhão, nesta madrugada houve um disparo de "advertência" por parte das forças federais, depois de coquetéis molotov serem lançados em três escolas.

Apesar da situação complicada dos últimos dias, o ministro afirmou que a votação ocorre dentro da normalidade no Estado e que até o momento não houve nenhum registro de violência, assim como em todo o restante do país.

ESCALADA DE VIOLÊNCIA

A situação de insegurança em diversas regiões do país, como Rio Grande do Sul, Maranhão e Rio de Janeiro, fez o governo criar um grupo para definir ações de combate.

Na próxima semana, após viagem para a Argentina e o Paraguai, os ministros da Justiça e da Defesa vão se reunir, com o ministro-chefe da Casa Civil no comando dos trabalho, para decidir medidas que possam reduzir os índices de violência no país.

"O presidente Michel Temer determinou que [Eliseu] Padilha reunisse as áreas de segurança e inteligência. Então, no início da semana, depois do retorno das viagens, vamos fazer uma reunião para termos propostas de prevenção ao presidente Temer", explicou Jungmann.

São 6,1 mil militares na região nordeste, 7,7 mil na norte, 2,3 mil no centro-oeste, 6,5 mil no sudeste —todos no Rio de Janeiro—, e 2,8 mil de reserva.

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