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Atirador que matou candidato em Goiás tinha 'transtorno psicótico', diz polícia

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POLíTICA

Atirador que matou candidato em Goiás tinha 'transtorno psicótico', diz polícia

- Atualizado em 02/10/2016 07:18

RUBENS VALENTE, ENVIADO ESPECIAL

ITUMBIARA, GO (FOLHAPRESS) - Em nota oficial neste sábado (1º), a Polícia Civil de Goiás informou que há "fortes elementos de convicção" de que o atirador que matou o candidato a prefeito em Itumbiara José Gomes (PTB) estava afastado de suas funções na prefeitura local "por conta de transtorno psicótico, devido ao uso de álcool, conforme atestado por médico".

Gilberto Ferreira do Amaral, 53, era auxiliar de serviços gerais da Secretaria de Saúde de Itumbiara. Na quarta-feira (28), durante carreata no centro da cidade, Amaral disparou 13 tiros de pistola contra o candidato Gomes. Além do candidato, ele matou o segurança de Gomes, o policial militar Vanilson Pereira, 36. Amaral foi morto em seguida por outros seguranças.

O prefeito Chico Balla (PTB) havia informado à imprensa que Amaral estava em licença para trabalhar em campanhas eleitorais de um adversário de Gomes, não que estivesse em licença de saúde.

A nota da Polícia Civil não esclarece como os investigadores chegaram à conclusão sobre o real motivo do afastamento de Amaral. Segundo a polícia, os detalhes serão divulgados "em momento oportuno, de forma que não prejudiquem o andamento e a exitosa conclusão da investigação".

Na nota, a polícia diz ainda que "há indícios de que o crime já estava sendo planejado".

A polícia também negou, na nota, que Amaral tenha brigado com Zé Gomes no dia do atentado. Segundo a polícia, "comentários que circulam pela cidade e pelas redes sociais" indicavam que Gomes havia tido uma altercação com Amaral, porém uma "análise detida de imagens de câmeras de segurança mostram que o candidato não saiu de sua residência no período compreendido entre as 2 horas e as 16 horas de quarta-feira, dia do crime".

"No momento em que finalmente saiu de casa, Zé Gomes foi ao encontro do secretário José Eliton e, juntos, seguiram à concentração da carreata, que viriam a acompanhar até o momento em que foram alvejados", diz a nota.

A nota não faz referência a uma das irmãs do atirador, Divina Ferreira do Amaral. Em entrevista à Folha de S.Paulo, Divina afirmou que o irmão lhe contou ter sido agredido por Gomes, mas não no dia do atentado, e sim em data que ela não soube precisar, mas que seria em torno de sete dias antes do assassinato. A entrevista de Divina foi pontuada por contradições.

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