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Primeira-dama critica Doria e diz que Haddad tirou São Paulo 'da zona de conforto'

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POLíTICA

Primeira-dama critica Doria e diz que Haddad tirou São Paulo 'da zona de conforto'

- Atualizado em 02/10/2016 07:18

THAIS ARBEX

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Há dez dias, já passava da uma hora da manhã, quando a primeira-dama de São Paulo, Ana Estela Haddad, andava de scarpin pela rua Sete de Abril, no centro de São Paulo. Acompanhava o marido, o prefeito Fernando Haddad, que decidiu vistoriar as obras que vão transformar a via em um calçadão. Eles haviam acabado de jantar no Terraço Itália -a 400 metros dali-, para comemorar os 28 anos de casados. "Se eu tivesse feito a conta do marido que tenho, tinha levado uma sapatilha na bolsa", diz Ana Estela, aos risos.

A narrativa é como ela ilustra a resposta às críticas de que Haddad governou a cidade de dentro do gabinete e lhe rendeu alto índice de rejeição -segundo o último Datafolha, 43% dos eleitores dizem não cogitar votar no petista. "Isso não se aplica. O Fernando conhece a cidade como poucos gestores. E, sinceramente, nenhum candidato conhece a cidade como ele", continua ela.

Diferentemente de 2012, quando esteve ao lado de Haddad em quase todas as agendas da disputa pela Prefeitura de São Paulo, nesta campanha à reeleição, em que a corrida eleitoral ficou mais curta, Ana Estela optou por um roteiro separado do marido. "Agrego mais valor dividindo as agendas do que estando no mesmo lugar que ele", afirma.

No último dia 25, enquanto Haddad era acompanhado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no extremo leste da cidade, Ana Estela estava em Heliópolis, na zona sul. "É assim também na prefeitura, porque hoje temos um rol de ações em andamento."

Há três meses, Ana Estela lançou um livro com o balanço do "São Paulo Carinhosa", programa dedicado ao contingente de 900 mil crianças paulistanas com até seis anos. Em 2013, nos primeiros meses de mandato, o prefeito assinou um decreto nomeando a primeira-dama como coordenadora do projeto direcionado à chamada primeira infância.

A função de Ana Estela foi a de articular a atuação das secretarias municipais no processo. O trabalho na Prefeitura foi estabelecido como voluntário e sem carga horária fixa para que ela pudesse manter suas atividades como professora de odontopediatria na USP (Universidade de São Paulo).

"A rua acaba sendo um bom termômetro", diz. "Mas nem sempre", continua, "o processo de atribuir e relacionar o benefício recebido com o gestor que implementou aquela ação é uma coisa automática".

"Às vezes você é beneficiário da ação e não a associa à prefeitura", afirma, citando algumas das principais bandeiras da campanha petista, como a instalação de lâmpadas de LED na cidade, os corredores de ônibus e as praças com wi-fi. "Está lá todo mundo usando. As pessoas já incorporaram esse bem."

Para ela, no entanto, quando "se promovem mudanças que faz tudo sair da zona de conforto, você mexe com as pessoas". "Essa é a verdadeira política", diz, para em seguida emendar uma crítica ao candidato do PSDB, João Doria, que adotou o discurso de "gestor", antipolítico.

"Quando alguém que é gestor, mas não político, [a prefeitura] não é o espaço. É uma falácia dizer isso. Porque o espaço da gestão pública é o espaço da política, e política com 'P' maiúsculo."

Assim como ele próprio, Ana Estela também associa o desempenho eleitoral do prefeito à comunicação externa e interna. "Há uma distância entre o que de fato acontece na gestão e o que se ouve através da mídia."

Para ela, houve "um processo constante e forte de desconstrução" da gestão Haddad. "Muitas vezes as ações estão lá e nem sempre a população faz a conexão. As informações do rádio e da televisão entram por osmose."

A primeira-dama voltar a fazer nova referência indireta ao candidato tucano repetindo o discurso que vem sendo adotado por Haddad, o de que há dois projetos de país em disputa na cidade.

"Que projeto de país e de cidade nós queremos? Eu trabalho pelo público, pelo interesse das pessoas, não pelo interesse do mercado e do lucro."

Ela diz que "o termômetro" da gestão Haddad "pode não estar universalizado" e não tenha conseguido "chegar aos 12 milhões de habitantes da cidade", mas afirma que "quando parte da população se apropriou daquelas ações como um bem delas, a política cumpriu seu papel".

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