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Candidaturas de policiais se multiplicam em Goiânia

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POLíTICA

Candidaturas de policiais se multiplicam em Goiânia

- Atualizado em 02/10/2016 07:18

CLEOMAR ALMEIDA

GOIÂNIA, GO (FOLHAPRESS) - Um candidato carrega o revólver debaixo do terno escuro, enquanto aperta a mão dos eleitores pedindo voto. Outro já ofereceu bolsa arma de R$ 1.000.

Da porta de casa, moradores da periferia de Goiânia encontram grupos que disputam a prefeitura formados por policiais que prometem diminuir a insegurança na cidade. Dois delegados da Polícia Civil são candidatos a prefeito e dois PMs, a vice, em quatro chapas distintas.

Goiânia não é um caso isolado. Major Olímpio (SD) disputa a prefeitura de São Paulo, e coronel Amadeu Morares (PSC) briga pelo cargo em Manaus, por exemplo.

Existe no país 5.780 candidatos que são policiais, bombeiros ou membros das Forças Armadas (2,2%), segundo o site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Ao se aproximarem das pessoas, os candidatos de Goiânia fazem questão de se apresentarem como policiais.

"O padre e o pastor andam com a bíblia. O juiz, com a caneta. Eu ando com a arma", afirma, em tom efusivo, o delegado Waldir Soares (PR), candidato a prefeito e atualmente deputado federal. Ele busca apoio, principalmente, nas áreas de delegacias em que já trabalhou.

Candidato a vice em outra chapa, Major Araújo (PRP) quer o subsídio para o eleitor "se sentir seguro nas ruas".

"A bolsa arma é melhor que outras bolsas do governo que são pagas todo mês. A proposta desta é pagar só uma vez para cada pessoa", diz ele, que foi reeleito deputado estadual em 2014.

Ex-comandante da PM de Goiânia, o coronel Cézar Pacheco de Araújo (PTB) entra pela primeira vez em uma corrida eleitoral como candidato a vice.

"Esse cenário de descontrole e de insegurança em todo o país faz o cidadão clamar por segurança e um técnico da área pode resolver melhor isso", diz.

A delegada Adriana Accorsi (PT), deputada estadual e que disputa a prefeitura em outra chapa, diz que o cargo de polícia, sozinho, não é suficiente para se eleger.

"O simples fato de ser profissional da segurança pública não garante votos. Temos de mostrar capacidade de gestão. E sou contra a gente andar armado na rua", afirma, cutucando o concorrente e colega de trabalho Waldir Soares.

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