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POLíTICA

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FELIPE BÄCHTOLD
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - No pedido de busca e apreensão contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Ministério Público Federal diz que "não é crível" que o petista não soubesse dos desvios na Petrobras e compara a empresa de palestras dele com empresas de fachada do doleiro Alberto Youssef.
No documento, os procuradores da Lava Jato afirmam que o esquema de corrupção na estatal continuou após a saída do ex-ministro José Dirceu do governo, o que demonstra que alguém, "ocupante de cargo de mesma ou até superior posição hierárquica no governo, participava do esquema".
Os investigadores também usaram como argumento declarações públicas de Lula, como uma entrevista de 2005 em que ele afirmou que o PT usou caixa dois em sua campanha eleitoral. Lembrou ainda que, em depoimento, ele afirmou que a indicação de diretores da Petrobras dependia de "acordos políticos firmados".
"A estrutura criminosa perdurou por, pelo menos, uma década. Nesse arranjo, os partidos e as pessoas que estavam no governo federal, dentre elas Lula, ocuparam posição central em relação a entidades e indivíduos que diretamente se beneficiaram."
Ao abordar as provas contra o ex-presidente, os procuradores relatam detalhadamente os pagamentos da LILS, empresa de palestras e eventos do petista, e do Instituto Lula.
Entre 2011 e 2014, diz a peça, a empresa recebeu quase R$ 21 milhões, sendo que quase metade dos valores foram pagos por cinco empreiteiras investigadas na Lava Jato. Também afirma que Luís Cláudio, um dos filhos de Lula, recebeu R$ 227,1 mil da LILS.
O Ministério Público Federal salienta que LILS chegou a ter nenhum funcionário registrado, o que demonstra que os recursos transferidos pelas empreiteiras eram "vinculados" à pessoa que personifica as entidades.
Diz que a "utilização de pessoa jurídica para transferir recursos espúrios entre os corruptores e os corrompidos" já foi vista em outros casos da Lava Jato, citando empresas de fachada de Youssef e do operador Mario Goes.
TESOUREIRO
No documento, os procuradores pediram três prisões temporárias que não foram concedidas pelo juiz Sergio Moro: o ex-tesoureiro José Filippi Júnior, o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, e o ex-executivo da empreiteira OAS Paulo Gordilho.
Ao falar sobre as suspeitas envolvendo Filippi, os procuradores afirmam que o delator Ricardo Pessoa, da empreiteira UTC, afirmou que pagou a ele um total de R$ 750 mil em espécie. Segundo Pessoa, o valor foi "abatido" dos valores de propina devidos em contratos da Petrobras. Filippi foi presidente do instituto por nove meses em 2011, além de prefeito de Diadema (SP) e deputado federal.
Okamotto, diz a peça, recebeu de 2011 a 2014 R$ 749,2 mil de lucros distribuídos da empresa LILS.

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