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POLíTICA

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MARIANA HAUBERT
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Diante das revelações contidas na delação premiada do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) comprometendo a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, feita à força-tarefa da Operação Lava Jato, a oposição decidiu voltar a incorporar o discurso pela renúncia de Dilma como forma de pressioná-la pessoalmente.
A estratégia também visa atrair o PMDB para o processo de deposição do governo, já que, em uma eventual renúncia da petista, quem assumiria o comando seria o vice-presidente da República, Michel Temer. Ele é presidente do PMDB. A análise de alguns oposicionistas é que, assim, peemedebistas que não são tão próximos à Dilma possam começar a endossar a saída da presidente.
Movimentos sociais contrários ao governo preparam uma ofensiva para pressionar, localmente, deputados do partido. Eles querem convencer os parlamentares a participar das manifestações anti-Dilma marcadas para o próximo dia 13 de março. A avaliação é de que, uma vez que peemedebistas se unam aos insatisfeitos com o governo, outros partidos também podem "pular fora do barco" e dar mais força ao movimento pró-impeachment.
As informações sobre a delação premiada foram veiculadas na manhã desta quinta-feira (3) pelo site da revista "IstoÉ", que publicou trechos do acordo de delação de Delcídio. Pessoas próximas às investigações da Lava Jato confirmaram à reportagem a informação de que Delcídio fechou acordo com a Procuradoria-Geral da República para fazer delação premiada. Nos chamados anexos, o senador teria se comprometido a citar Dilma e Lula.
A avaliação geral de parlamentares da oposição é de que, confirmadas as informações da delação, o governo perde qualquer tipo de sustentação. Desde o início da manhã, deputados e senadores deram o tom da ofensiva. Eles se revezaram em discursos com argumentos de que a forte crise econômica e a atual situação política do país não deixam outra opção à presidente que não a renúncia.
Os parlamentares da oposição também decidiram pedir a inclusão das informações contidas na delação premiada de Delcídio ao pedido de abertura do processo de impeachment contra Dilma, em tramitação na Câmara dos Deputados. De acordo com eles, o aditamento é possível porque ainda não houve a defesa prévia da presidente Dilma Rousseff.

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