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Governo tenta negociar mudanças em projeto sobre fundos de pensão

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POLíTICA

Governo tenta negociar mudanças em projeto sobre fundos de pensão

MARIANA HAUBERT
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O governo conseguiu adiar a votação de um projeto considerado incômodo nesta quarta-feira (2) na Comissão de Constituição e Justiça do Senado ao propor uma negociação com o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Ele é o relator do projeto de lei que impede a influência político-partidária na indicação de dirigentes e conselheiros de fundos de pensão públicos.
O governo é contra a proibição de que conselheiros e diretores exerçam atividades político-partidárias durante o mandato. A proposta também determina que a escolha para os membros dos conselhos deve ser feita por um processo seletivo, conduzida por uma empresa especializada em recrutamento.
Durante a reunião, Aécio informou aos demais senadores que o líder do governo no Congresso, senador José Pimentel (PT-CE), o procurou para pedir mais tempo a fim de negociar mudanças em seu relatório. Pimentel e a senadora Gleisi Hoffman (PT-PR) chegaram a preparar um voto em separado mas não o apresentaram formalmente na tentativa de conversar diretamente com o tucano.
"Essa não é uma questão que possa ser tratada pela sua relevância dentro de um embate do governo e oposição. Percebo que há boa vontade de setores do governo de contribuir para o aprimoramento dessa proposta", afirmou Aécio durante a sessão.
Segundo Pimentel, as negociações serão feitas até terça (8) para se chegar a um texto mais palatável para o governo. O senador, no entanto, não quis adiantar nenhum ponto de discussão do projeto. Ele disse apenas que a proposta será votada na próxima semana mesmo se o acordo não for feito. "Temos o compromisso de não obstruir", disse.
O projeto será o primeiro item a ser votado na reunião da CCJ na próxima semana.
A tentativa de diálogo com a oposição faz parte de uma estratégia da presidente Dilma Rousseff para tentar minimizar o impacto de pautas propostas pela oposição no Senado e que preocupam o governo.
Como a Folha de S.Paulo mostrou, na terça (1º), a mandatária pediu aos parlamentares presentes na reunião de coordenação política para que conversassem com partidos de oposição para alterar trechos da chamada Lei de Responsabilidade das Estatais, que deve ser votada pela Casa na próxima semana.
A petista escalou o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Dyogo Henrique Oliveira, para tentar chegar a um acordo com o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), relator da proposta.
Além dele, o núcleo político do Palácio do Planalto iniciou negociação com outros senadores da oposição e com o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL).

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