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Com aliado na Justiça, Wagner tenta emplacar segundo escalão da pasta

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POLíTICA

Com aliado na Justiça, Wagner tenta emplacar segundo escalão da pasta

MARIANA HAUBERT E GUSTAVO URIBE
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Responsável pela indicação do promotor Wellington César Lima para o Ministério da Justiça, o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, tenta agora emplacar aliados baianos em cargos de segundo escalão.
O movimento, que teve início nesta semana, já começa a sofrer críticas dentro da pasta. A avaliação interna é de que, ao cogitar fazer trocas antes mesmo de assumir o posto, o novo ministro passa a imagem de que se baseará em critérios políticos, e não técnicos, na escolha de secretários nacionais.
Segundo a reportagem apurou, Wagner tem articulado a nomeação do promotor baiano Paulo Modesto para assumir a Secretaria Nacional de Justiça.
O professor de direito, que inclusive teve na terça-feira (1º) aprovado pedido de afastamento do Ministério Público da Bahia, foi um dos nomes indicados pelo petista para assumir a vaga do ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Ayres Brito, em 2013.
Na época, Modesto também teve o apoio de José Eduardo Cardozo, que deixa o Ministério da Justiça nesta quinta (3) para assumir a Advocacia-Geral da União.
A nomeação do promotor baiano, no entanto, ainda enfrenta resistências entre auxiliares e assessores da presidente, os quais lembram que ele atuou como assessor ministerial no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Caso seja indicado, Modesto substituirá Beto Vasconcelos, que deixa o cargo para se dedicar a projetos pessoais. Ele chegará ao posto no momento em que a Secretaria Nacional de Justiça será fundida à Secretaria de Reforma do Judiciário, tornando-se uma superestrutura.
Além de Modesto, deve ser indicado para a Secretaria Nacional de Segurança Pública outro aliado do ministro da Casa Civil: o atual secretário de Segurança Pública da Bahia, Maurício Barbosa.
O delegado federal chegou ao cargo estadual em 2011, quando Wagner assumiu seu segundo mandato como governador da Bahia.
Outro cargo que também deve ser assumido por um aliado do ministro é o comando da Secretaria Nacional do Consumidor. A atual secretária Juliana Pereira da Silva pediu para deixar a função com a saída de Cardozo do Ministério da Justiça.
Procurado pela reportagem, Wagner negou a articulação e afirmou que não interfere em nomeações no Ministério da Justiça. Segundo ele, quem vai decidir as indicações de segundo escalão será o novo ministro da pasta.
COINCIDÊNCIA
Vasconcelos confirmou sua decisão de sair do governo federal e disse que o momento coincide com a saída de Cardozo da pasta. Segundo ele, advogado de formação, seu ciclo de atuação no governo federal, que durou mais de 12 anos, chegou ao fim.
Ele começou sua trajetória sendo assessor do ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, no primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assumindo em seguida a assessoria jurídica da Casa Civil. No governo Dilma Rousseff, assumiu a chefia do gabinete da petista e atuou na campanha à reeleição.
Vasconcelos assumiu a Secretaria Nacional de Justiça em fevereiro de 2015. De acordo com ele, desde aquela época, o combinado com o governo federal era permanecer no cargo por apenas dois anos.
No entanto, a reforma administrativa conduzida no ano passado para diminuir gastos da administração pública antecipou sua decisão. A fusão das duas secretarias acontecerá até o fim deste mês.
Vasconcelos deverá cumprir uma quarentena de seis meses antes de poder atuar tanto na advocacia privada quanto em algum organismo internacional, suas principais opções.

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