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Prestes a deixar cargo, Adams diz que Cardozo terá independência na AGU

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POLíTICA

Prestes a deixar cargo, Adams diz que Cardozo terá independência na AGU

MARIANA HAUBERT
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Prestes a deixar o cargo, o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, afirmou que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, terá "independência" para atuar na AGU (Advocacia-Geral da União). Ele rechaçou ainda as críticas feitas ao ministro de que, por ter sido parlamentar, não teria condições de assumir o órgão.
"O ministro Cardozo é procurador de carreira licenciado, com formação jurídica, professor, mestre, doutor. Então acho que o ministro Cardozo vai ter todas as condições de atuar com independência. Não é porque ele foi parlamentar que isso o descaracteriza para a função", disse.
A forte pressão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do PT sobre Cardozo levou a presidente Dilma Rousseff a tirá-lo do cargo, em um aceno forçado ao partido e a seu antecessor. Ele substituirá Adams na AGU (Advocacia-Geral da União) tornando-se o responsável pela defesa do governo no processo de impeachment e nos acordos de leniência das empresas investigadas na Lava Jato.
Adams minimizou as pressões de integrantes da própria AGU que defendiam a edição de uma lista tríplice de integrantes da carreira para assumir o cargo. "A AGU em geral tem uma pretensão para que seja alguém de carreira, eu mesmo defendi que fosse alguém de carreira. Agora o fato de não ser de carreira não desqualifica, isso é um exagero", disse.
PASADENA
O advogado-geral voltou a dizer que não vê conflito de interesse na sua futura atuação em um escritório de advocacia norte-americano que assessorou a Petrobras na época da compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.
Como a Folha de S.Paulo mostrou nesta terça (1º), Adams deixará nesta semana a Advocacia-Geral da União para trabalhar no Tauil & Chequer. Ainda não há data marcada para o início do novo trabalho. O AGU aguarda ainda por uma decisão da Comissão de Ética da Presidência da República para saber se precisa cumprir uma quarentena antes de atuar no escritório.
"[Eu] Não era advogado deles na época. Não vejo conflito de interesses porque eles não atuam no caso. Pelo que eu estou informado, eles não atuam com a Petrobras desde 2009. Do ponto de vista do que eu vou atuar, vai depender da Comissão de Ética [da Presidência da República] sobre o que eles definirem. A partir do momento em que definirem, eu atuarei de acordo", afirmou.
Adams esteve no Congresso para participar de uma audiência pública na Comissão Mista de Orçamento, que analisa as contas de 2014 da presidente Dilma Rousseff. Elas foram rejeitadas pelo Tribunal de Contas da União.
Agora, o colegiado pode rejeitar a decisão do tribunal e aprovar as contas se o entendimento da maioria seguir o parecer do relator do caso, senador Acir Gurgacz (PDT-RO), que pede a aprovação das contas.
Antes de participar da audiência, Adams se reuniu com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), de quem foi, segundo ele, se despedir.

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