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Publicitário diz não conhecer lobista, afirma defesa de João Santana

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POLíTICA

Publicitário diz não conhecer lobista, afirma defesa de João Santana

JULIANA COISSI
CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) - O marqueteiro João Santana, preso nesta terça-feira (23) junto com a mulher, Mônica Moura, na 23ª fase da Operação Lava Jato, disse que não conhecia e que nunca tinha visto Zwi Skornicki, lobista também detido pela Polícia Federal.
Como a Folha de S.Paulo publicou nesta quinta-feira (25), os US$ 4,5 milhões recebidos pelo casal pagos por Skornicki têm origem em dívidas de campanha eleitoral feita pelos publicitários pelo exterior. Santana e Mônica foram presos sob acusação de, além desse montante, terem recebido outros US$ 3 milhões de forma irregular pela construtora Odebrecht.
Em seu depoimento à PF de Curitiba, nesta quarta (24), Mônica afirmou, segundo seu advogado, que quando quando cobrou o MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola), relativo à campanha presidencial de 2012 feita pelo casal, ouviu da sigla que o pagamento seria feito por Skornicki.
Santana prestou depoimento na manhã desta quinta. Segundo o advogado do casal, Fábio Tofic, o publicitário disse que o pagamento de Skornicki foi "uma doação ao partido angolano" e que Mônica "não sabe dizer qual é a relação que esse cidadão teria com o partido angolano, provavelmente algum interesse naquele país".
Afirmou que o que Mônica fez foi cobrar do partido uma dívida eleitoral não paga, até que o MPLA informou que o débito seria quitado por Skornicki.
"Foi o único contato. João disse que nunca tinha visto [Skornicki] e que a primeira vez que o viu foi na carceragem da PF [nesta semana]".
Questionado sobre detalhes dos pagamentos, segundo o advogado, Santana afirmou não ter conhecimento detalhado da área financeira de sua empresa. "O João é um criador. O João não trabalha com questão financeira, com questão bancária. Ele tinha pouco conhecimento de como eram feitos uns pagamentos e de como eram os recebimentos".
Tofic voltou a afirmar que o casal, nos depoimentos, admitiu os pagamentos recebidos pela construtora Odebrecht, que seriam relativos a campanha eleitoral coordenada por eles na Argentina. Sobre a motivação do pagamento, segundo o criminalista, seria "provavelmente por interesses da construtora naquele país".
Pela natureza do trabalho de marketing eleitoral realizado pelo casal, segundo o criminalista, nem sempre é possível saber, nas contas, quem está efetuando o pagamento, mas, apesar deste aspecto "complicado" da profissão de Santana, Tofic afirmou que ele e Mônica nunca suspeitaram "de que nenhum desses recursos tenham qualquer relação com crimes cometidos no Brasil ou fora do país".
Segundo a Procuradoria, o fato de Skornicki atuar apenas no Brasil reforça a suspeita de que os pagamentos a Santana tenham origem nos contratos das sondas de perfuração.
EVASÃO DE DIVISAS
Segundo especialistas ouvidos pela reportagem, receber recursos fora do país, sem serem declarados à Receita, pode ser interpretado como crime de evasão de divisas, com pena de dois a seis anos de prisão.
Já para serem condenados por crime de lavagem de dinheiro, cuja pena é maior (três a dez anos de prisão, com multa), é preciso provar que os investigados sabiam que os recursos tinham origem ilícita.
Em relação aos depoimentos, a Odebrecht tem afirmado que não teve acesso ao teor do depoimento e por isso não pode comentá-lo.
A advogada Marta Saad, que defende Zwi Skornicki, disse que não vai se manifestar antes de ter a primeira conversa com seu cliente -o que deve ocorrer nesta quinta.

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