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Recém-libertado, Delcídio pede licença médica ao Senado por 15 dias

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POLíTICA

Recém-libertado, Delcídio pede licença médica ao Senado por 15 dias

MARIANA HAUBERT
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O senador Delcídio do Amaral (PT-MS) apresentou nesta terça-feira (23) ao Senado o pedido de licença médica pelo prazo de 15 dias. O senador tem sido aconselhado por colegas a não voltar ao Senado imediatamente porque pode ser constrangido pelos demais parlamentares, principalmente os da oposição.
O petista tem feito exames desde o início desta semana e informou ao Senado que dará andamento aos procedimentos médicos neste período. No tempo em que estiver afastado, ele continua a receber o salário e os benefícios decorrentes do mandato, como auxílio-moradia e a cota parlamentar.
Delcídio foi solto na última sexta-feira (19) após ter ficado quase três meses preso, e, desde então, tem conversado com parlamentares para sentir o clima de retorno à Casa. Uma das avaliações que tem feito é que uma licença médica pode lhe dar tempo para que o frenesi em torno de seu retorno abaixe.
Por decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki, que deliberou sobre a soltura de Delcídio, o senador pode voltar a trabalhar no Congresso durante o dia, mas deverá voltar à sua residência na parte da noite e nos dias de folga.
Nesta terça, o senador se encontrou rapidamente com o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), e com o senador Paulo Rocha (PT-PA) para conversar, principalmente, sobre como e quando pretende voltar à Casa.
Segundo parlamentares procurados por Delcídio, ele se mostrou sereno e confiante na apresentação da sua defesa. Ele, no entanto, ainda avalia se deverá fazer um discurso na tribuna do plenário, como havia indicado inicialmente. O seu cálculo passa pelo desgaste em enfrentar os demais senadores, que tentam ao máximo descolar suas imagens do petista.
Delcídio avalia ainda enviar uma carta ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), com a negação de que tenha feito ameaças a outros senadores para não ter o seu mandato cassado. A ideia é que Renan faça a leitura do texto em plenário a todos os outros senadores.

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