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Programa do PT na TV defende Lula e diz que suspeitas são preconceituosas

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POLíTICA

Programa do PT na TV defende Lula e diz que suspeitas são preconceituosas

RANIER BRAGON
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O programa partidário de 10 minutos que o PT leva ao ar nesta terça-feira (23) na televisão (das 20h30 às 20h40) faz uma defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando que as investigações e suspeitas contra ele não passam de preconceito de quem não aceita a sua origem pobre.
A presidente Dilma Rousseff não atendeu ao convite para gravar para o programa e sua imagem aparece apenas uma vez, quando é mencionado o trabalho do partido pela inserção da mulher na política.
A defesa de Lula concentra cerca de um terço dos 10 minutos, tempo em que não é mencionada a suspeita de que o ex-presidente foi beneficiado por empreiteiras por meio de reformas em um tríplex no Guarujá e em um sítio em Atibaia, ambos em São Paulo.
"Os que tentam manchar suas história, Lula, são os mesmos de ontem, os preconceituosos que nunca aceitaram suas ideias e suas origens", narra um locutor, sobre imagens de fotos e recortes de jornal que mostram a trajetória do ex-presidente.
"Mas não vão conseguir", prossegue o locutor. "As ofensas, as acusações, a privacidade invadida, tudo isso passa, Lula, a luta é antiga. E nós vamos vencer novamente, porque você permanece sendo a voz de um país pobre que se fez forte, que se fez novo, isso é o que importa, isso é o que fica. No coração do nosso povo você tem respeito, amor e morada definitiva."
Lula tem uma fala de cerca de 1 minuto em que não aborda diretamente as suspeitas que pesam contra ele. O ex-presidente faz um discurso de superação da crise e de crítica àqueles que apontam o péssimo cenário econômico.
"As pessoas que falam em crise, crise, crise repetem isso todo o dia e ficam minando a confiança do nosso país", diz o ex-presidente, segundo quem os ataques ao PT partem daqueles que se incomodam ao dividir a poltrona do avião com o povo.
"É verdade que erramos, mas acertamos muito mais e podemos melhorar muito mais ainda", acrescenta o petista.
Envolvido no centro das apurações de corrupção na Petrobras, o PT não aborda o assunto diretamente, procurando se defender sem fazer menção ao que motiva a defesa.
"Por que tanto ódio e intolerância contra um partido nesse momento em que o país precisa tanto de união? Erros se corrigem, dificuldades passam", dizem os atores que participam do programa.
Além de uma montagem que busca motivar as pessoas a se engajar na superação da crise econômica, o partido centra críticas na oposição, que estaria tentando ganhar o poder "no tapetão".
"Já tentaram anular o resultado das eleições, pediram para recontar os votos", dizem os atores em determinado trecho do programa. "Queriam ganhar no tapetão, mas não deu certo, quiseram então instalar uma comissão de impeachment na marra, tiveram que mudar o plano, agora atacam e caluniam o presidente Lula."
Além do pedido de impeachment contra presidente Dilma Rousseff no Congresso, o Tribunal Superior Eleitoral analisa processo que pede a cassação do mandato da petista.
O programa foi feito pelo marqueteiro Edson Barbosa. O presidente do PT, Rui Falcão, afirmou que não houve participação de João Santana, cujo decreto de prisão em decorrência das investigações da Operação Lava Jato foi tornado público nesta segunda-feira.
Falcão também disse que Dilma recusou o convite para gravar o programa por possível problema de agenda. O PT afirmou que colocará o programa na internet já nesta segunda-feira (22).

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