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Nenhum delator disse que doação para Dilma tinha origem ilícita, diz Cardozo

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POLíTICA

Nenhum delator disse que doação para Dilma tinha origem ilícita, diz Cardozo

MARINA DIAS
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou nesta terça-feira (16) que nenhum delator que prestou depoimento na Operação Lava Jato disse que o dinheiro doado à campanha da presidente Dilma Rousseff tinha origem ilícita e que qualquer conclusão neste sentido "chega a ser patética".
As declarações do ministro são uma resposta ao ofício do juiz Sergio Moro, que informou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) estar "comprovado" que propinas da corrupção na Petrobras abasteceram campanhas políticas por meio de doações oficiais.
"Pelas informações que foram divulgadas, nenhum delator disse que o dinheiro que veio para a campanha de Dilma Rousseff tinha origem ilícita. Fala-se de 'campanhas', que houve 'doações'. Da onde se tira que foi a campanha da presidente Dilma, especificamente, e não todas as outras que também receberam doações das empreiteiras? Chega a ser patético", disse Cardozo.
Escalado pelo Palácio do Planalto para fazer a defesa do governo, o ministro afirmou que o ofício de Moro "não faz qualquer relação" da campanha de Dilma com recursos ilegais e que "não traz nenhum fato direto contra a presidente".
"É absurdo imaginar que na informação prestada pelo juiz Sergio Moro tenha qualquer situação imputável à campanha de Dilma", disse o ministro.
Segundo ele, setores da oposição usam o ofício de Moro para "construir algo que não existe". "Aliás, é muito comum falar genericamente em campanhas, e é importante lembrar que essas empreiteiras doaram inclusive para partidos de oposição", concluiu Cardozo.
Desde outubro de 2015, Moro, juiz responsável pelas investigações da Lava Jato, enviou ao TSE, a pedido do tribunal, uma série de documentos e provas que foram anexadas em uma das quatro ações que pedem a cassação da presidente Dilma e de seu vice, Michel Temer.
Em um desses despachos, de 6 de outubro, ele cita a ação penal que condenou o ex-tesoureiro do partido João Vaccari Neto e o ex-diretor da Petrobras Renato Duque, entre outros, e afirma: "Reputou-se comprovado o direcionamento de propinas acertadas no esquema criminoso da Petrobras para doações eleitorais registradas [na Justiça Eleitoral]".
À época, Moro afirmou que Vaccari articulou repasses de R$ 4,26 milhões de empresas com contratos na Petrobras ao PT, por meio de doações registradas na Justiça Eleitoral.

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