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Temer ouve PMDB criticar Dilma e diz que governo não acolhe suas ideias

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POLíTICA

Temer ouve PMDB criticar Dilma e diz que governo não acolhe suas ideias

JOSÉ MARQUES
BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) - Depois de ouvir durante uma hora duras críticas do seu partido à gestão Dilma Rousseff, o vice-presidente Michel Temer reclamou, em reunião do PMDB em Minas Gerais nesta segunda-feira (15), que as ideias da sigla não são acolhidas pelo governo federal.
Ele também voltou a defender uma candidatura própria à Presidência da República.
Em seu discurso, o vice-presidente citou o programa "Uma Ponte para o Futuro", lançado pelo PMDB no ano passado e encarado como um plano econômico do que seria um eventual governo Temer.
Segundo ele, se tratam de "ideias ousadas" que "visam tirar o país da crise".
"Lamento dizer que até o presente momento essas ideias não foram, digamos, acolhidas pelo governo e, se são acolhidas, não são mencionadas como teses do PMDB", afirmou.
A um público de correligionários entusiasmados, disse que "tudo tem seu tempo e o tempo agora é do PMDB" e, citando a frase escrita em latim na bandeira de Minas, acrescentou que o partido merece a "liberdade ainda que tardia".
Temer evitou discursar sobre possibilidade de impeachment da presidente. Depois, em entrevista, afirmou que não tocaria no assunto porque "esta é uma matéria do Congresso Nacional".
"LADRÕES"
Embora também seja aliado do PT no Estado, com Antônio Andrade ocupando o posto de vice-governador na gestão do petista Fernando Pimentel, todos os discursos dos peemedebistas que antecederam Michel Temer foram em tom de crítica a Dilma.
O ex-governador e ex-deputado federal Newton Cardoso disse que o governo é "podre" e "cheio de ladrões". O presidente da Associação Mineira de Municípios, Antônio Júlio, afirmou que o partido tem que "assumir a frente dos movimentos do Brasil para tirar o país da miséria".
Também presente, o ex-ministro da Aviação Civil Moreira Franco defendeu que o partido "explique didaticamente às pessoas porque estamos vivendo a maior crise da nossa história".
Questionado após o encontro, Temer disse que as críticas foram feitas porque o "PMDB é um partido plural, com as mais variadas tendências", mas deve se unificar em um ponto: "Vamos em 2018 presidir o país".
Antes da reunião, manifestantes do MBL (Movimento Brasil Livre) protestaram em frente ao hotel onde o evento acontecia. Aos gritos, eles pediam que os deputados do partido não reelejam Leonardo Picciani (RJ) como líder da legenda na Câmara -ele é o candidato favorito do Palácio do Planalto.

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