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Petistas usam primeira sessão plenária do Senado para defender Lula

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POLíTICA

Petistas usam primeira sessão plenária do Senado para defender Lula

MARIANA HAUBERT
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Senadores do PT se mobilizaram nesta terça-feira (2) para usar a primeira sessão plenária do Senado no ano, destinada a discursos, para defender o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva de acusações e investigações sobre o seu patrimônio. Em sessão presidida pelo senador Jorge Viana (PT-AC), os parlamentares apelaram para o legado do petista deixado pelos seus dois mandatos no comando da Presidência da República.
Viana pediu para que o país "deixe Lula em paz". "Vamos tratar o presidente Lula com respeito porque ele merece o respeito por tudo de bom que fez pelo nosso povo, pelo nosso país. Vamos deixar o presidente em paz com sua família, sua esposa Marisa, para que ele possa ter o direito de uma vida depois de ter sido presidente da República", disse.
O líder do PT na Casa, Humberto Costa (PE), tem sido vítima de um "odioso cerco de certos setores do país que não digerem a força política e nem a ampla base social" que Lula tem. "São ataques sistemáticos, que têm como objetivo desqualificá-lo como homem público e desconstruir a imagem de um presidente que deixou o cargo nos braços dos brasileiros, com mais de 80% de aprovação popular", disse.
O petista afirmou ainda que a agenda política tem sido pautada por "denúncias vazias" e por "factóides" promovidos por autoridades e meios de comunicação. Ele defendeu que todas as denúncias de corrupção no país devem ser investigadas, tanto contra líderes do PT quanto da oposição mas criticou o uso de "dois pesos, duas medidas" contra Lula.
Já a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), ex-ministra da Casa Civil de Dilma, classificou as investigações contra Lula como um "linchamento público". Para a senadora, as acusações são fruto da possibilidade concreta, de acordo com ela, de o ex-presidente se candidatar e vencer as eleições presidenciais de 2018. "Talvez vocês pudessem acusar o Lula de ter tirado 40 milhões de pessoas da miséria, de ter feito o maior programa de investimento em moradia popular que este país de já teve", disse.
Filiado ao PMDB, o ex-ministro de Minas e Energia e hoje senador Edson Lobão (MA) foi um dos poucos não petistas a também defender Lula. O peemedebista afirmou nunca ter visto um ex-presidente ser tratado com "tanta crueldade".
"Fui ministro desse grande presidente, com ele viajei por diversos países do mundo, ouvi todos os elogios e exaltações pelo governo que ele exerceu no Brasil. É preciso que não se esqueçam de que, quando ele recebeu o governo, havia uma crise econômica grave. Não quero aqui culpar o antecessor, Fernando Henrique Cardoso, que até tomou as providências devidas para superar aquela crise, mas ela existia, e foi exatamente o presidente Lula quem a debelou com competência, com ação e com inteligência e talento", disse.
OPOSIÇÃO
O senador Cássio Cunha Lima, líder do PSDB no Senado, teve que desistir de participar da reunião de líderes partidários que acontecia no gabinete do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), para rebater os discursos dos petistas. "Rebater apenas não, acusar também", disse o tucano após a sessão.
Ele rebateu críticas do senador Lindbergh Farias (PT-RJ), que afirmou que no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso havia um "engavetador-geral da República" e que nos governos petistas, as investigações sempre foram possíveis. Ele também acusou o tucano de ter feito uma reunião no Palácio da Alvorada, quando ainda era presidente, para arrecadar recursos para o seu instituto.
"Eu particularmente acho que tudo que vem sendo anunciado em relação ao ex-presidente Lula são assuntos de polícia que não devem ser tratados na política, até porque nós outros do PSDB sempre confiamos na Justiça, no poder de investigação da Polícia Federal e do Ministério Público, no funcionamento da Justiça. Jamais atuamos na direção de descredenciar decisões judiciais, nem tampouco de transformar em heróis nacionais aqueles que são condenados pelas instâncias do Poder Judiciário", disse.
"E é óbvio que é pueril o argumento de Vossa Excelência quando faz comparações entre o volume de processos ou de investigações no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso com o atual período, porque, naquele tempo, não se praticavam tantos crimes como se pratica hoje", completou Lima.
SUSPEITAS
Na semana passada, a Folha de S.Paulo mostrou que um sítio frequentado por Lula e sua família, localizado em Atibaia, no interior de São Paulo, teve uma reforma custeada pela Odebrecht, segundo relatos de pessoas que atuaram na obra. A empreiteira nega. Só em materiais foram gastos cerca de R$ 500 mil, segundo estimativa da ex-dona da loja que forneceu produtos para a reforma.
Lula também é alvo de uma investigação da Polícia Federal pela suspeita de que tenha se beneficiado de um tríplex no Guarujá (SP). Deflagrada na semana passada, a 22ª fase da Operação Lava Jato, denominada Triplo X, tem entre os alvos as transações envolvendo o imóvel.

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