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Para oposição no Senado, ida de Dilma ao Congresso 'não é gesto sincero'

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POLíTICA

Para oposição no Senado, ida de Dilma ao Congresso 'não é gesto sincero'

MARIANA HAUBERT
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Senadores da oposição criticaram nesta terça-feira (2) a decisão da presidente Dilma Rousseff de ir pessoalmente ao Congresso para fazer a leitura da mensagem do Poder Executivo na reabertura dos trabalhos do Legislativo. Para eles, a atitude não é "espontânea" e não convence os parlamentares de que o seu governo está aberto ao diálogo.
"Não é um gesto natural. Ela está forçada pelas circunstâncias. Como ela está precisando de apoio para aprovar propostas polêmicas, como a CPMF e a DRU [Desvinculação de Receitas da União], essa vinda dela é sintomática", afirmou à reportagem o presidente do DEM, senador Agripino Maia (RN).
Para ele, o gesto da presidente é "movido por interesses".
Na mesma linha, o líder do PSDB na Casa, senador Cássio Cunha Lima (PB), classificou como "artificial" a ida da presidente ao Congresso. "É mais uma demonstração da fragilidade da presidente. A mesma mão que agora afaga, depois apedreja. É um retrato da decadência, não é um gesto sincero", disse.
A leitura da mensagem presidencial ao Congresso é uma prerrogativa do presidente da República, porém, esta é a primeira vez que Dilma comparece pessoalmente. Nos outros anos, a mensagem foi lida pelo ministro da Casa Civil.
Segundo a reportagem apurou, a petista fechou o texto na noite desta segunda-feira (1º), quando avisou aos auxiliares mais próximos que seria ela quem faria a leitura diante de deputados e senadores. Como ela decidiu fazer modificações de última hora, segundo auxiliares pode fazer modificações minutos antes de ir ao Congresso.
Dilma, que deve ir acompanhada dos ministros Nelson Barbosa (Fazenda) e Jaques Wagner (Casa Civil), pedirá aos parlamentares ajuda para aprovar medidas que, segundo ela, são importantes para tirar o país da crise econômica, que tem se agravado nos últimos meses.
QUEBRANDO A TRADIÇÃO
Diante da crise política e da retomada da discussão de seu impeachment, Dilma decidiu interromper a tradição dos últimos anos, quando o ministro-chefe da Casa Civil fazia a leitura da mensagem no Congresso Nacional, e escrever um texto em primeira pessoa, com as mensagens que julga importantes para vencer a crise política e econômica, em um aceno à base aliada e também à oposição.
"A vida da presidente é uma prerrogativa dela. Mas o que ela tem sinalizado para sair da crise, tenho convicção de que, exceto os que a apoiam por diversos motivos, ninguém irá acompanhá-la na solicitação de propostas como a CPMF. Acho que ela não terá nenhum sucesso", avaliou o líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO).
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), convidou Dilma a ir pessoalmente fazer a leitura da mensagem. Ele se reuniu com a petista nesta segunda, no Palácio do Planalto, para formalizar o convite.
O peemedebista, que tem atuado como um ponto de apoio ao governo, afirmou que o gesto é "significativo" e a demonstração de que a presidente "quer conversar".
"Acho que é um gesto significativo e, sobretudo e, sobretudo, uma oportunidade para que possamos discutir os rumos do país nesse ano que se apresenta com as mesmas dificuldades do ano que passou. Significa uma mudança de patamar na relação. Ao vir, a presidente demonstra que ela quer conversar e o papel do Congresso nacional é preservar o interesse do país", disse nesta segunda (1º).

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