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Ex-presidente de empreiteira indica que pode entregar assessores de Dilma

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POLíTICA

Ex-presidente de empreiteira indica que pode entregar assessores de Dilma

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Durante negociação com a Procuradoria-Geral da República para fechar seu acordo de delação premiada, o ex-presidente da Andrade Gutierrez Otávio Azevedo indicou que poderá implicar dois assessores próximos da presidente Dilma Rousseff: Giles Azevedo, ex-chefe de gabinete e atual assessor especial, e o ministro Edinho Silva (Comunicação Social). A informação foi divulgada na noite desta sexta (29) pelo site da revista Veja.
Ele teriam pressionado a empreiteira a repassar mais dinheiro para a campanha à reeleição de Dilma. A reportagem traz os chamados "anexos" da delação premiada, que contém o resumo dos principais pontos que serão tratados na delação de Otávio Azevedo, que comandou a segunda maior empreiteira do país e que cumpre prisão domiciliar.
Segundo relato obtido pela revista, Otávio Azevedo contou que Edinho, então tesoureiro da campanha de 2014, e Giles pressionaram por mais recursos, alertando que, se a Andrade Gutierrez não se engajasse mais efetivamente na campanha petista, seus negócios com o governo federal e com as empresas estatais estariam em risco em caso de vitória de Dilma.
A revista sustenta que o executivo indicou que os petistas reclamavam que a empreiteira, embora fosse detentora de grandes contratos no governo e em estatais, vinha apoiando a candidatura do tucano Aécio Neves, que foi derrotado por Dilma. A empreiteira, diz a revista, teria interpretado a queixa como ameaça, e doado entre agosto e outubro de 2014, R$ 20 milhões ao comitê de Dilma. O repasse teria ocorrido nove dias após Edinho visitar o executivo.
Edinho Silva já é investigado no STF (Supremo Tribunal Federal) por suspeita de participação na Lava Jato. O dono da UTC, Ricardo Pessoa, também afirmou aos procuradores que foi pressionado pelo ministro a aumentar as doações. O ministro nega que tenha achacado Pessoa.
NOVAS FRENTES
De acordo com a revista, a delação de Otávio Azevedo ainda não foi fechada e está em fase final, com alguns temas em discussão. A reportagem aponta que os procuradores querem que executivo trate de negócios suspeitos na área de telecomunicações. Antes de assumir a empreiteira, ele comandava a Oi, que faz parte do mesmo grupo empresarial, e participou do processo de fusão da empresa com a Brasil Telecom.
A revista afirmou ainda que Azevedo também foi um dos responsáveis pela decisão de aportar recursos na Gamecorp, a empresa de entretenimento de Fábio Luís, o Lulinha, filho mais velho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O aporte, como se sabe, se deu pouco antes de sair a decisão do governo que abriu caminho para fusão, tão almejada pela companhia. Até recentemente, Azevedo vinha resistindo a incluir esses temas no acordo, o que fez com que a negociação emperrasse na Procuradoria.
OUTRO LADO
Em notas enviadas à revista, o ministro Edinho Silva informou que se encontrou com o presidente da Andrade Gutierrez e que as doações feitas pela empreiteira foram todas legais e declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral. Giles Azevedo, que era o coordenador geral da campanha de Dilma, disse que esteve uma única vez com Otávio Azevedo, mas não informou o motivo da reunião.

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