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Defesa de Marcelo Odebrecht acusa investigadores de manipular delação

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POLíTICA

Defesa de Marcelo Odebrecht acusa investigadores de manipular delação

MARIO CESAR CARVALHO E BELA MEGALE
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A defesa do empresário Marcelo Odebrecht protocolou nesta segunda (18) uma petição direcionada ao juiz Sergio Moro, responsável pela Lava Jato, em que acusa a força-tarefa de manipular a transcrição do depoimento do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa sobre o empresário.
No documento, assinado por Nabor Bulhões, criminalista que conduz a defesa de Odebrecht, são apontadas divergências entre um dos vídeos gravados por Costa à força-tarefa da Lava Jato em 3 de setembro de 2014 no âmbito do seu acordo de delação e o termo de colaboração que contém a transcrição do depoimento.
Segundo a petição, no áudio os procuradores perguntam para o ex-diretor da Petrobras "mas e o Marcelo Odebrecht?". Como resposta, ouvem: "Uai, eu conhecia ele, tive algum contato com ele, mas nunca tratamos de nenhum assunto desses diretamente com ele..."
Posteriormente, Costa explica que conheceu o executivo quando era vice-presidente do conselho da Braskem, braço petroquímico da Odebrecht que tem a Petrobras como uma das sócias e Marcelo como presidente. "Nem põe o nome dele aí porque com ele não, ele não participava disso...", finaliza Costa no vídeo.
A defesa destaca que o depoimento de Costa foi prestado em setembro de 2014, nove meses antes da 14ª fase da Lava Jato, deflagrada em junho de 2015 e que levou o herdeiro da Odebrecht para trás das grades. Os advogados alegam que se as declarações do ex-diretor isentando Marcelo do esquema de pagamento de propina da Petrobras estivessem no termo da declaração premiada do ex-diretor, "certamente as graves medidas constritivas não teriam sido adotadas contra ele", referindo-se à prisão do empreiteiro.
A petição vai além e lança suspeita sobre a força-tarefa do Ministério Público Federal "de manipulação de todo material informativo colhido nas inquerições concernentes aos acordos de delação premiada que foram celebrados".
Com base nas divergências do vídeo e da transcrição do depoimento, Bulhões solicita que sejam juntados aos autos todos os vídeos correspondentes aos termos usados para basear acusações, além de tempo para analisar o material.
OUTRO LADO
Um dos coordenadores da força-tarefa da Lava Jato no Paraná, Carlos Fernando dos Santos Lima, disse que apenas comentaria o depoimento específico de Paulo Roberto Costa sobre Odebrecht após rever o vídeo e compará-lo com o que foi transcrito para ver se existe alguma "imprecisão".
Ele rebateu, contudo, a alegação da defesa do empresário de que os procuradores tenham manipulado um trecho do depoimento do delator para prejudicar o réu.
"Ainda não conheço o trecho a que [o advogado] está se referindo, mas esta alegação de manipulação é uma manobra da defesa, não faz o menor sentido", disse Lima.

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