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Citado por empreiteiro, diretor nega influência do PT em fundo de pensão

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POLíTICA

Citado por empreiteiro, diretor nega influência do PT em fundo de pensão

GRACILIANO ROCHA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Citado em uma das mensagens do empreiteiro Léo Pinheiro em que a Procuradoria-Geral da República vê indício de acerto de propina para o PT, o diretor do Funcef (fundo de pensão dos funcionários da Caixa) Carlos Augusto Bruno disse que mantinha contato com o ex-presidente da OAS em virtude do fundo ser sócio da construtora na Invepar, que explora concessões de infraestrutura em transportes no Brasil.
"No momento da mensagem citada, havia a discussão de aumentar o capital da Invepar por meio de um IPO (abertura de capital), que mais tarde não foi concretizado por falta de uma janela de oportunidade no mercado", disse Borges à reportagem.
Além de deter concessões de rodovias, trens e metrô, a Invepar é responsável pelo aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. A empresa tem como acionistas a OAS (24,4%) e os fundos de pensão de servidores do Banco do Brasil (Previ, 25,6%), da Petrobras (25%) e o Funcef (25%).
Nesta sexta (8), a Folha de S.Paulo revelou que o procurador-geral Rodrigo Janot viu os indícios de uma rede de pagamento de propinas a partidos políticos em operações de fundos de pensão.
O diretor do Funcef foi citado em uma troca de mensagens de Léo Pinheiro com um outro sócio da OAS, Antônio Carlos Mata Pires.
No dia 16 de maio de 2013, Pinheiro relatou, por meio do serviço de troca de mensagens Whatsapp, que havia sido procurado por Carlos Borges que estaria "preocupado". Pinheiro disse que no Funcef estaria "tudo bem", mas o problema seria na Caixa.
"Coincidentemente ou não, acabei de receber uma ligação de JV [João Vaccari, segundo a PGR], querendo um encontro comigo pessoalmente. Pode ser um impute de CB [Cargos Borges]", escreveu Léo Pinheiro na mesma mensagem.
Na interpretação de Janot, Vaccari procurou Pinheiro "provavelmente para receber a parte da propina". O procurador lembrou que o tesoureiro afastado do PT, que foi preso na Lava Jato desde abril de 2015, já foi mencionado em outros esquemas envolvendo desvios em fundos de pensão.
"Não conheço o contexto da citação da mensagem, mas não houve qualquer operação de compra de debênture (título de dívida) da OAS ou de qualquer empresa do grupo pelo Funcef. A relação era apenas por causa da sociedade da Invepar", disse Borges.
Funcionário de carreira da Caixa desde 1980, Borges chegou foi vice-presidente do banco estatal durante o governo Lula. Ligado ao grupo dos bancários dentro do PT, cujo principal expoente no governo é o ministro Ricardo Berzoini (Secretaria-Geral de Governo), Carlos Borges conheceu Vaccari no meio sindical nos anos 1980.
Borges negou que o antigo companheiro tivesse qualquer influência em decisões de investimento do Funcef.
"Não tem possibilidade de influência política. Cada operação do Funcef passa por no mínimo 25 pessoas", disse Borges.

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