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'Devo ter sido virada ao avesso', diz Dilma sobre investigações

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POLíTICA

'Devo ter sido virada ao avesso', diz Dilma sobre investigações

MARINA DIAS E VALDO CRUZ
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira (7) ter certeza de que as investigações que estão em curso no país, como a Operação Lava Jato, tiveram como foco sua vida pessoal e política, que foram "viradas ao avesso", mas ponderou que não há "nenhum embaçamento ou questão pouco clara" sobre sua conduta.
"Tenho clareza que devo ter sido virada ao avesso e tenho clareza também, até porque entendo de mim mesma, que podem continuar me virando do avesso. Sobre minha conduta não paira nenhum embaçamento, nenhuma questão pouco clara", disse a presidente.
Em sua primeira entrevista do ano, durante um café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto, Dilma criticou o que chamou de "vazamento e espetacularização" das denúncias que atingem integrantes do governo, como os ministros Jaques Wagner (Casa Civil) e Edinho Silva (Comunicação Social), e diversos nomes do PT e de partidos de sua base aliada. Para ela, não pode haver "dois pesos e duas medidas para ninguém no Brasil".
"Tenho muito medo da espetacularização e vazamentos porque os vazamentos não se dão num quadro de responsabilidade de apuração. Quando se derem nesse quadro, é importante ser difundido para a população. Mas não é possível ter dois pesos e duas medidas para ninguém no Brasil", declarou.
A presidente disse que é preciso "manter o direito de defesa" aos acusados, mas sugeriu que, apesar de "apoiar integralmente" o trabalho do Ministério Público, da Polícia Federal e da Justiça, a maior parte das informações que que chegam ao público são contra quadros ligados ao governo.
"Não são as instituições que vazam [as informações]. Não vem que não tem. O jogo não é esse", declarou sem detalhar quem acredita ser os autores desse tipo de vazamento.
DIÁLOGO COM A OPOSIÇÃO
Para a presidente, é preciso melhorar a situação da crise política no país que, segundo ela, agrava a crise econômica, e sair do cenário de "quanto pior, melhor", apostando, inclusive, no diálogo com a oposição.
"Nunca me recusei ao diálogo, mas, muitas vezes, foi feito de forma discreta [com a oposição]", disse. "Não é possível achar que repetiremos 2015. Esgotou o modelo do quanto pior, melhor", completou.
Sobre as críticas da oposição diante da proposta do governo em fazer a reforma da Previdência, endossada também pelo PT, Dilma afirmou que a oposição precisa "ter o mínimo de compromisso com o país" e que "interesses maiores não devem ser filtrados pelos interesses menores" quando se trata deste tipo de discussão.
A presidente disse ainda acreditar que, em 2016, não haverá mais o apoio às chamadas "pautas-bombas" como houve no ano passado, que oneravam ainda mais os cofres públicos, e que, por isso, espera que este ano tenha um cenário econômico e político melhor que o de 2015.
RELAÇÃO COM PT e PMDB
Em crise com seu partido, o PT, que tem feito críticas abertas à condução da política econômica do governo e cobrado mudanças da presidente, e em constante conflito com o PMDB, maior legenda de sua base aliada, Dilma afirmou que "não estamos em um país em que as pessoas pensam igualzinho".
"O governo não responde só ao PT ou ao PMDB, mas também à sociedade", afirmou.

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